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My MTB has DIABETES

Diabetes is something that cycling with me since 21 years ago, I’m 41. The blue O Project regarding the disclosure of diabetes disease associated with the practice of MTB, talking, discussing and to clarifying some aspects, from who has to deal with these two situations simultaneously.

XII Trilhos da Raia


Boas pedaladas,

Durante 2016 fiz umas caminhadas, umas provas de trail running, atletismo e ciclismo, talvez mesmo só uns "treinos" com a bicicleta de estrada e muito pouco com a minha 26"...

Contas feitas, a última prova de BTT em que participei foi há um ano, nos XI Trilhos da Raia, fui à pequena, e não acabei por problemas técnicos!


 Com “tanto acumulado de pernas”, pedi emprestada uma bike 29” ao David da Feelsbike e inscrevi-me, no que para mim, é uma excelente prova de btt e na distância longa, 95K. Não era a primeira vez e apontei 8h. Levei o FreeStyle Libre, que no final vinha algo castanho, confesso!

A glicémia estava para me gozar, medi no glicosímetro 266mg/dL - 307mg/dL no FreeStyle Libre - eram 6h:58min. Pequeno-almoço, leite com café e uma sandes de queijo, corrigi com a insulina rápida e reduzi a lenta, preparei tudo e fui.

Antes da saída às 9:00h, passei no braço para ler a glicémia e não digo o que registei mas se a máquina apitasse, tinha gritado!!! O stress aumenta-me a glicémia e nem digo quanto!!!


Nota: Corrigir um aumento de glicémia numa prova que vai durar horas, já me resultou numa hipo “lá mais á frente”! REPITO: Este procedimento é só meu, mas é sobretudo do conhecimento que desenvolvo com a minha diabetes.

Parei em todos os abastecimentos, sólidos e líquidos. Comi desde fruta, queques, pastéis de carne e uma meia bola de Berlim no último abastecimento em Idanha-a-Velha, já passavam das 15h e tinham acabado de chegar, só para verem a qualidade do evento. Em todos os abastecimentos refiz o Vitargo Electrolyte e ia trincando das barras Vitargo 323 Energy e Endurance.

Hora
10:07
11:00
12:32
12:54
14:31
15:06
17:31
18:17
mg/dL
396
193
93
81
111
94
133
216


Ia pelo 40K quando furei, uma regra básica do BTT, para quem não anda há muito tempo, e para não perder as faculdades técnicas. O David, que vinha mais atrás, parou e ainda se deu ao trabalho de me ajudar a remendar o furo, juntamente com outro colega. Eu segurei a câmara de ar nova, levei-a porque sabia que ia furar!!! A câmara furada estava colada ao pneu devido ao líquido anti-furo, foi uma luta, diz quem puxou, é mais fácil uma matança do porco. Mas há mais...

Antes de Monsanto, nuns trilhos com umas pedras estilo “rock garden” mas a subir, desequilibrei-me sobretudo pelo acumulado do cansaço nos braços e nas palmas das mãos, mal segurava no volante... Tive aquela sorte de quem ganha uma aposta, o totoloto até! Não parti o braço mas estive lá perto, suponho que já não devo ganhar o Euromilhões, mesmo que jogue… A queda deixou-me dorido e com uma molesta, até se instalar uma dor de cabeça forte.


Subi a calçada romana toda a pé, empurrando a bike - acho que foi ela que me segurou - foi o tempo necessário para recuperar do tombo. Em Idanha-a-Velha arranjaram-me um paracetamol, comi meia bola de Berlim, ainda quente, já só com a meta em mente.

Levar o FreeStyle Libre numa prova de BTT “é outra loiça”, nunca tirei as mãos das luvas, e nesta prova se não chove, temos aquele pó de secar a garganta! O suor, não ter de lavar as mãos, a rapidez e a poupança de tempo, a facilidade e a limpeza da “coisa” em si... Não arrumei com as 7h:30min a pedalar porque agora foram as desculpas do furo e da queda… fica para o ano, adoro estes desafios que levam tempo, vamos andando a “morder no assuntO”...

Pedaladas boas,
casf

2 comentários: