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My MTB has DIABETES

Diabetes is something that cycling with me since 21 years ago, I’m 41. The blue O Project regarding the disclosure of diabetes disease associated with the practice of MTB, talking, discussing and to clarifying some aspects, from who has to deal with these two situations simultaneously.

“O meu sensor FreeStyle Libre”




“O meu FreeStyle Libre”,

Ser o mentor do Projecto blue O", com alguma referência nacional e internacional, serviu para ser contactado pela Abbott Portugal no seu intuito de lançar para o mercado nacional o "novo" FreeStyle Libre, um novo monitor contínuo de glicemia.

Foi no Congresso Mundial da Diabetes na Austrália, em Dezembro de 2013, que foi apresentado, pela denominação de "Flash Glucose Monitoring" - FGM. Há uma diferença comparando-o com um GCM. (Volto a este ponto mais tarde.)

Comparei-o com o GCM - "Monitor Continuo de Glicemia" - que tenho, para desta forma poder explicar algumas situações, mas também fiz umas pesquisas na net. Se quiseres uma explicação ao mais pequeno detalhe, lê o relato do bloger espanhol, “Jedy Azucarado Reflexiones de un jedi azucarado”. Como sempre, bastante direto e muito explicativo.

Nada do que vou escrever é novo, estas são só as minhas observações:
O sensor coloca-se no braço com uma facilidade inigualável. Visualizem no “You Tube” a colocação deste tipo de dispositivo, os das outras marcas, e vão perceber. Previamente, com o tissue fornecido com o sensor, limpamos a zona onde o vamos colocar, abrimos o invólucro onde vem instalado e pressionamos para o fixar no aplicador, este é colocado no braço, pressionamos e rapidamente fica colado, mais simples desconheço.

O sensor é fino e sem arestas, cujo objectivo é permanecer colado durante os 14 dias de funcionamento. Há quem se queixe de se descolar, ou de ter batido com o braço contra algo levando a que salte ou no mínimo se desloque, uma coisa é certa, quando o filamento, que faz a leitura no líquido intersticial, se “move“ “acabou-se a brincadeira”. Característico de qualquer monitor desde género!
O outro equipamento é o leitor, tem a “caixa” igual à do medidor InsuLinx, este, inovava com o ecrã táctil e calculava os bolus de insulina. O ecrã do FreeStyle Libre também é táctil e como outros medidores da Abbott, também lê os corpos cetónicos, a diferença está toda no software, trabalhado para gerirmos a glicémia…

A leitura da glicose é contínua sim, mas, na realidade é armazenada de 8h em 8horas, além da leitura no momento quando passamos o leitor perto do sensor, o sinal é transmitido por tecnologia NFC, resultado, num encontro de “freestyle libers” não há cá confusões, cada sensor envia o seu sinal ao seu “dono”.

As marcas que comercializam os leitores contínuos de glicémia, como benefício referem a redução da nossa A1c. É com total “liberdade” que passamos o leitor pelo braço para sabermos o valor da glicémia. ADORO e não sou o único! Desta “passagem pelo braço” à redução da A1c é simples, ficamos “dependentes” desse interesse!!! Este gesto permite-nos gerir o que até então só sabíamos quando parávamos de fazer o quer que fosse, para medir no dedo a nossa glicémia. Agora não, a cada 5min. o valor é registado e o gráfico vai sendo elaborado, advertidos pelas curvas de tendência. Podemos escolher as nossas zonas alvo, claro.

Volto ao que comentei antes, a diferença entre um “GCM” e este “FGM”:
O FreeStyle Libre - FGM "Flash Glucose Monitoring" - não AVISA como o GCM.
Podemos analisar o gráfico da nossa glicémia, no leitor, contudo não temos os alertas em caso de hipo ou hiper, mas as tendências são idênticas em ambos monitores, sabemos ao momento para onde se dirige a nossa glicémia e a intensidade, mas por ex., durante o sono não somos “despertados” com os bipes sonoros de estar em hipo ou da glicémia estar a subir!


Pontos fortes:
- Simples a colocar e de fácil interpretação pela leitura gráfica, sem necessidade de calibração, 14 dias “non stop”.
- Adesão, este 1º sensor, usei-o até “à morte”, aguentou 3 semanas, depois dos 14 dias mantive-o colado ao braço, continuei com a prática desportiva; corrida, bicicleta, nadar, com bastante suor e calor à mistura. Quando o tentei arrancar fiquei com o sensor na mão, o “selo” foi descolado tipo depilação a cera. Quem como eu nunca fez depilação, bem...
- Sensor pequeno, fino e sem arestas, não incomoda, ao dormir mal se sente.
- Preço muito reduzido, face a concorrência. Do leitor, do sensor e pela ausência de transmissor.
- Ligado ao computador temos um leque de opções para gerir a nossa diabetes, gráficos diários, em determinado horário, fazendo comparação de dias, as tendências…
- Algumas vezes comparei-o com o glicómetro, a discrepância era pouca, é a mesma quando usamos três maquinas de marcas diferentes e a mesma gota de sangue, não fazemos Jackpot!
- No que diz respeito ao desporto, a leitura durante o mesmo, se for corrida, trail running, caminhada, é fantástico, com a outra mão podemos comer uma barrita ou até tirar uma selfie. No ciclismo ou BTT, aconselho a treinar a arte circense, com aquela bicicleta de uma roda, depois de algum treino, conseguimos sem nos torcermos muito, ou mesmo largando o volante...


Pontos fracos:
- Por não ter transmissor não avisa, em tempo real, de hipo ou hiper.
- Preço, para quem como eu tem um salário mínimo, sobretudo se comparamos com as fitas, que são comparticipadas.
- O ecrã táctil é muito impreciso, tocasse, mais uma vez e outra…
- É muito simples graficamente e nas cores, no aspecto do softwear há muito trabalho a fazer...
- O leitor não vem acompanhado de uma bolsa própria, “made in china”! Se é para pedir, a bolsa podia ter a facilidade de ser colocada no cinto (por ex.), para ser fácil de retirar e arrumar.
- Peço outra vez, se mede os corpos cetónicos, a lanceta, na tal bolsa?
- A questão do software… o único botão que tem, que também serve para voltar para trás, algum descuido e desligas o aparelho.


A indisponibilidade nacional e a comparticipação…
Infelizmente para mim, não tenho acções no mundo farmacêutico e actualmente as notícias sobre partidos políticos e as acções dos mesmos, abomino pelo desprezo. Dizem-me que é uma questão de signo, mas agarro-me à realidade das coisas.
Os consumidores são aqueles que têm de pagar pelo desenvolvimento de qualquer inovação, no mundo farmacêutico é dos casos mais evidentes!
Quão difícil é provar a um governo que investindo na prevenção - na diabetes e no caso dos monitores contínuos de glicemia - face aos custos das complicações que advertem da má gestão, é-lhes, aliás, é-nos mais barato apostar, mesmo que a longo prazo, nessa prevenção! São negócios de milhões, da prevenção aos tratamentos dessas complicações, mas estamos cá nós para pagar isso tudo, temos uma maior esperança de vida, aumentaram-nos a idade da reforma… Insisto, eu queria ser accionista!!!


Agora que desabafei, explico o meu ponto de vista:
Do meu saber o único entrave que tem prolongado a não disponibilidade em Portugal é o facto de não existe legislação que enquadre este monitor de glicose, não é um GCM nem tampouco um glicómetro de fitas. Se bem que, por esta explicação, os governos dos outros países também teriam tido este imbróglio, somos assim tão obtusos?!

No caso português nem nos podemos queixar muito, as insulinas são gratuitas, as agulhas, as canetas, as “maquinas”, as lancetas, as fitas têm um desconto “brutal”. As bombas, aí nem me "estico", com isto já devo ter para me queimar, mas a realidade do nosso país é-nos largamente favorável, achO! €60 para 14 dias de info a cada 5 min? Os custos dos outros GCM do mercado? Se as fitas não tivessem comparticipação? O FreeStyle Libre não vai fazer milagres, facilita a gestão da diabetes de quem quiser ter a diabetes controlada, a nossa cabeça é que manda, existem muitos pacientes diabéticos que têm a sua diabetes controlada pelos princípios básicos; insulina, alimentação, actividade física. Deixou de ser uma “porta aberta”, o FreeStyle Libre “abriu a casa toda”, as outras marcas que entrem no jogo…


Bom desporto,
casf

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