3H Resistência BTT Freguesia de Castelo Branco


Boas pedaladas,
Este mês "voltei" ao BTT, na realidade fui "acompanhar" a 1ª prova do cadete cá de casa, e para não complicar muito era só sair de casa e pedalar até ao local das "3H Resistência BTT Freguesia de Castelo Branco".
Ele, até ver, não sendo diagnosticado com diabetes quer ser "mais papista que o papa"! Insistiu no nome de equipa "blue O Cycling Team". No dia da prova, já com uma mochila cheia de roupa para depois da prova... "Olha lá, isto com chuva não posso ir só de jersey! Tens aí um casaco para usar durante a prova?". Com este tipo de "olha lá" vai-me ficando com o guarda roupa todo!!!


O dia já vinha chuvoso desde a madrugada e assim continuou todo o dia, às 17h, aquando do apito para o inicio, descarrega uma nuvem em cima do "pelotão", que nos deixou todos "ensopados"… Ia na minha roda e eu começo; "faz assim, equilibra-te aqui, mete uma mudança leve, puxa o corpo para trás, atenção para não "voares" por cima da bike! Isso, muito bem, com calma, deixa ir que é a descer!!! Puxa o corpo para trás… ". Foi a “música" toda ao estilo do pai que deixa o filho conduzir o carro, logo após tirar a carta!

O dia está excelente para os amantes de chuva, mas para andar de bicicleta... O percurso circular tinha uma zona muito técnica em terra, alguma lama, com rampas e saltos, descidas, subidas, mas na zona do castelo, com a calçada molhada foram necessárias todas as perícias anteriores e sorte! Foram boas sensações e lembranças dos anos em que tudo começou. Com duas bikes do início do século fomos controlando tudo uma volta à vez, "conseguimos" não cair, e para 1ª vez com tantos obstáculos durante o percurso, de certeza que a confiança lhe saiu reforçada.

No final, curioso, passámos a ver as classificações, então não é que o pequeno tinha direito a subir ao pódio, bendita mochila com toda a roupa lavada e seca. Uma organização impecável em todos os aspetos; em toda a preparação, o apoio, abastecimentos e continuou com a ceia a que todos tínhamos direito. O caldo verde aqueceu as mãos e o corpo, a sandes de carne assada e bebida à discrição. Ficou agendada uma 2ª edição.


A minha diabetes também ficou no tOp! Comecei a utilizar a insulina Fiasp, as cores da caneta pré-cheia em laranja e amarelo, lembram-me o super herói Flash - com o seu fato vermelho e as botas e o raio em amarelo! O seu poder era a rapidez! O mesmo conceito e objetivo desta insulina... Os "picos" de uma glicémia elevada, após cada refeição, passaram a ser menores, as hiperglicémias prolongadas, reduziram o seu tempo, as respostas às correções levam agora menos tempo, é quase dar insulina e ir comer, quase sem tempo de espera. Com tudo isto, o controlo da minha diabetes é maior…
Pedaladas bOas,
casf

Triatlo da Guarda, 2+60+15

Bom desporto,
Por ser quase certo não conseguir ir ao Ironman de Cascais, mais rapidamente me inscrevi no Triatlo da Guarda, que integra o Campeonato Norte de Clubes de Triatlo de Média Distância.
Como não cheguei a estragar o "gira-discos" - para quem não leu o meu "episódio" anterior, tem de o fazer para perceber a metáfora - fui dando continuidade aos "meus standards preferidas", era uma "dança" que o exigia...
Se há gente que fica mais nervoso que eu, em dia de prova, é a minha Makalu, até entrar no carro e ficar na posição à "MissNice", sinónimo que não ficou em casa, vai adotando todos os padrões de stress! Fica em "sombra" ao lado da dona, atravessa-se nas entradas das portas, ladra, rosna, não me fareja nada que não saiba onde pus da ultima vez, mas enquanto "passo revista" a todos em casa, e em uníssono, "não sei, não vi, mas isso é teu...", ela já está sentada à frente da porta de saída!
Agora sou eu com stress!!! A prova iniciava às 14h, a viagem, chegar e ir para o secretariado, vestir-me e aprontar tudo para deixar nas transições, levei uma sandes para o "almoço". A minha diabetes, "muito senhora de si" foi subindo para mais de 250mg/dl. Acho que as contas aos hidratos, nestes dias, nunca batem certo! Dei duas unidades de rápida para não evoluir por "ali acima". A 10/15min das 14h, a ultima vez que vi o Free, indicava descida, comecei a trincar a sandes, com o calor e o stress, parecia terra em seca extrema, nem com água conseguia mastigar.
Já disse que estava em stress? Há mais! Ia para o parque de transição e um atleta diz-me "vai buscar o fato, para os da média distancia deixam usar!" Volto atráz, já em corrida, nessa altura só não suava das unhas! Com a tendência de descida, e o medo de uma hipo na água - iria lá estar uma boa hora para fazer 2K - a solução foi tomar um gel com água para irrigar as duas dentadas da sandes! "Arrefeci" o stress a vestir um fato neopreno com os poros todos do corpo a "berrarem e a gritarem de calor"!!!
A Makalu já tinha ido à água há 2 parágrafos atrás.
"Guarda, o triatlo mais alto de Portugal", não foi ao acaso o slogan, em plano, só o da água na Barragem do Caldeirão, com o fato a tarefa ficou facilita e passados 49min. estava a ser fotografado de pé. A glicémia mantinha-se nos 233 mg/dL. Informei a minha equipa como estava, agarrei em tudo e saí do parque de transição, começavam as inclinações.
Os primeiros 10K, sempre a subir, fizeram-nos chegar a mais de 900m de altitude, na estrada N18-1, fazíamos o mesmo percurso 3 vezes. Foi durante este "vaivém" que a glicemia desceu. Sentado na bicicleta "almocei" uma barra Vitargo Endurance e o bidon que preparei com Carboloader e Eletrolytes, pela "ausência" de sopa, segundo, bebida, sobremesa e café, fi-lo com uma concentração alta em hidratos de carbono. Neste percurso a organização disponibilizava bidons, gelados, com H2O ou eletrólitos, recolhia os de água que ia misturando com o meu. Este "repasto" não variou muito a glicemia e até ameaçou descida os 125mg/dL. Do total de 60K, para os últimos 10K tomei outro gel e aproveitei que era sempre a descer em direção, novamente, à barragem.
Não fez muito calor na Guarda, e aquando da minha saída para a corrida o sol estava a descer, o que ajudou pois o cansaço já se sentia, sobretudo porque o circuito de 3 voltas de 5K cada, também não era plano. Bebidas frescas; água, coca-cola, isotónico, frutas; banana, laranja, e géis era o que cada corredor tinha direito a cada passagem para nova volta. A glicemia manteve-se pelos 150mg/dL, hidratei muito e refresquei-me ainda mais, isotónico e 1/2 banana, na 2ª volta senti uma disposição de "deitar tudo fora", sincronizei a cadencia, moderado já eu ia, e com a calma que me caracteriza pensei, "correu tudo bem, isto é para acabar de pé, vamos lá...". Terminei antes do que tinha pensado, mas há imprevistos que acontecem e sem explicação…
Este ultimo paragrafo serve para enaltecer o desportista, desde o amador ao profissional. Como a organização disponibilizava os bidons, tive a felicidade de atirar dois para o publico, nada como ver a cara dos miúdos a apanhar os bidons dos "ciclistas", quem nunca passou por isto!!! O primeiro fiz-lhe sinal que o ia atirar, gritou e saltou com o "troféu" na mão!!!
Foi um fim de semana triste, 3 falecimentos, um no triatlo de Vila Nova de Cerveira e dois ciclistas atropelados.
Desporto bom,
casf

Abbott Portugal

Bom desporto,
Recentemente assisti ao filme "Mountain" do qual retive a frase "Aqueles que dançam são considerados loucos pelos que não conseguem ouvir a música"... Tenho a sorte de quem me quer, me ensinar tudo sobre estes dois mundos - montanhas e música - que tanto se complementam. Na dança, não gosto e não quero pisar os pés de ninguém!
Achei esta dualidade interessante, sendo que comecei o ano desmotivado. Quando isto acontece e cada um saberá dos seus motivos, na condição da diabetes, não podemos - não devemos - deixar a prática desportiva. Os benefícios são vários e “ramificados” ... Entenda-se que a “dança” pode ser uma simples prova, mas a “música” é o nosso dia-a-dia...
Sendo assim defini a versão olímpica do “Triatlo David Vaz” no Fundão como objetivo, nunca tinha feito estas distâncias; 1,5K + 40K + 10K, com algumas “músicas”, mas pouca “dança” quase rebentei o “gira-discos”!
A prova começou já passava das 11h da manhã, as contas da insulina foram calculadas para não ter hipo enquanto estivesse no plano de água, ajudei com uma banana antes, e com isto ficou a uns 200 mg/dL. Com o stress nunca mais baixou e até subiu!
Como este ano nem 100m seguidos tinha nadado, fui treinar 1,5K para desenferrujar! Não houve permissão para usar fato neopreno, desconfiamos dos 24C, eu que detesto água fria, posso dizer que estava uma “sopa”! O ombro que tenho “estragado” deu bastante sinal. Cada bóia estava lá longe, mas após 41min. pus os pés em terra firme.
No ciclismo fui bebendo água com electrólitos e algum “carbo loader”, dei umas trincas numa barra, mas parei! O FreeStyle apresentava tendências para descer e/ou subir, com o ciclismo a decorrer e no final ainda 10K, optei por não fazer insulina de correção, mas levo-a durante o ciclismo, isto nunca se sabe! Devia ter colocado os extensores, dos 40K totais os primeiros 25K eram rolantes...
Cheguei ao PT2 para deixar a bike, calçar as sapatilhas e sair de lá a correr, mas “perdi” uns bons minutos à procura do cesto, vinha “com as voltas trocadas”, não estava à direita, mas à esquerda! Agarrei num gel, no Free e fui.
Duas voltas sem muitas sombras, a 1ª corrida serviu para acertar o “cansaço”, o gel foi passear, nunca baixou de 240 mg/dL, fui bebendo água e tentando não sujar o FreeStyle de muito suor - tarefa dificílima - tal era o calor! A 2ª volta foi melhor, algo “arrastado” é certo, mas parecia que ia com pressa para corrigir os valores! Se fosse pelo meio da cidade com a multidão a apoiar, teriam sido duas “cerejas doces”.
Vou fazer uns contactos e procurar uns mecenas, a tal prova da “cereja no topo do bolo” continua a ser em Setembro...
Nota: No PT1, quando saímos da água para o ciclismo deixo a insulina ao sol, para tal utilizo uma bolsa da Freego.pt | Bolsas para Insulina, que limita o constrangimento da temperatura, sobretudo no Verão. Contém um produto que em contacto com água cria um gel que serve de “barreira” por forma a manter a insulina a uma temp. mais baixa em relação ao ambiente.
Lembrem-se, música alta e já agora, aulas de dança!
Desporto muito bOm, 
casf

Abbott Portugal

Caminho Santiago 2019


Boas caminhadas,

Este ano voltamos a repetir o Caminho de Santiago com o compromisso de levar o mais pequeno a atingir a sua “1ª” Compostela, mal sabíamos que era semana santa... 

Trocamos os horários todos, ressonamos o mais alto que nos deixaram, bebemos colacao, cafés solos e cortados. Comemos, os benditos, calamares e pagamos, à rico, tortilha igual à da mercearia. Apanhamos umas chuvadas valentes, mas livrámo-nos do calor. Falamos e gesticulamos em Galego, Mexicano, Irlandês, Coreano, Alemão, Italiano, Francês, Inglês e Espanhol. Albergues sempre cheios que no final, sem querermos, empurrou-nos pró destino!

Todas estas histórias só podem ser sentidas por quem as vive, é como a nossa diabetes, mas continuo a defender que, possivelmente são dos melhores dias para se “ganhar” uma mente sã, e já agora também, um corpo, mesmo que seja mais dOce!

Caminhadas boas,
casf
#ProjectoblueO

Evento solidário na "Capital do Trail"

Boas corridas, 

Quando o amigo Peres nos convida para o seu evento solidário já sabemos que vamos caminhar e correr no seu quintal, apelidado de "Capital do trail"!

Com o inverno à temperatura de primavera foi garantido um bom número de participantes, todos colaborámos para o Centro Dia das Benquerenças.

Escrevi corrida, mas foi trail running, ainda bem que só foram 17K... Antes dos 10K já levava os tornozelos a gritar.

Acordei com uma glicémia estável, dei o bolus normal para o que comi e "contei” para a corrida, mas ela insiste em fazer subidas mesmo antes de chegarmos ao terreno... Fica a foto do nível daS subidaS.

O treino, em todos os sentidos, é para continuar. É necessáriO até para as descidas, entenda-se a ironia realista das cOisas.

PS – Tinha abastecimento igual às provas "a sério", em que se pagam inscrições! Os trilhos foram muito bem escolhidos e até com cascatas, mesmo com um inverno seco. A repetir.

Corridas boas,
casf

www.omeubtttemdiabetes.blogspot.com
Projecto blue O
FPAD - Federação Portuguesa das Associações de Pessoas com Diabetes
#ChangingDiabetes - Novo Nordisk Portugal
Abbott FreeStyle Portugal
#vitargoathlete Vitargo & Energikakan
Polisport Bicycle
Codylife Portugal
FeelsBike
Freego.pt | Bolsas para Insulina

Corrida dos Reis, 10K

Bom ano,
Porque o Natal é quando o Homem quer, dezembro, foi repleto de corridas de São Silvestre e jantares de natal. É um mês de muitas comidas, parece natal, quase, todos os dias! Para quem faz anos nesse mês, repete a dose!
Foram muitas contagens de hidratos e outras tantas correções nas doses de insulina. Terminei o ano a correr, a comer e a fazer contas... Fui às São Silvestres de Penamacor e Castelo Branco e a 6 de janeiro, pela 1ª vez, fiz a Corridas dos Reis em Caféde, também, 10K.
São provas relativamente rápidas, quer dizer, mas tenho de ir sempre a correr para fazer menos de 50 minutos! NO MEU CASO, para este tipo de atividade, altero muito pouco nas doses de insulinas rápida e lenta. Com o FreeStyle Libre estamos "online" antes, durante e depois da corrida. Antes tenho uma refeição normal, talvez coma um pouco mais, para evitar uma descida de açúcar, mas levo sempre um gel! Na refeição posterior as doses de insulina têm o acerto, reforço a alimentação e se for a altura da dose repartida da lenta, normalmente baixo.
Reforço que a informação, nos meus comentários, às atitudes que tenho com a minha diabetes, apenas dão uma ideia da minha convivência com a patologia e, tentam, desmistificar ideias...
Já vamos quase em fevereiro e as contas para a próxima época desportiva já estão a ser feitas... 5 ou mais refeições por dia 365x7x24h, isto nunca pára!
Boas contagens, 
casf

Nota: 23 de janeiro foi o dia, há muitos anos, em que se utilizou pela 1ª vez, a insulina como tratamento para a diabetes, até lá era "aceitar" a fatalidade... De notar que hoje em dia, nem todas as pessoas DT1 e mesmo alguns DT2, tem acesso à mesma.
Abbott Portugal