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My MTB has DIABETES

Diabetes is something that cycling with me since 21 years ago, I’m 41. The blue O Project regarding the disclosure of diabetes disease associated with the practice of MTB, talking, discussing and to clarifying some aspects, from who has to deal with these two situations simultaneously.

A minha entrada nas provas de BTT


Boas pedaladas,

Já referi que sou um apaixonado deste desporto, mas, na vertente competitiva, SOMENTE comigo mesmo!

Sou eu e eu!!! Mas eu, procuro vencer-me sempre!

A situação em que me encontrava era de algum conforto, a todos os níveis, vai daí, tanta paixão pelas bikes, decidi, finalmente, adquirir uma bike “mais à altura” pondo cobro ao tempo em que me tentava convencer a gastar mais com o desporto que tanto gostava.

Uma GT Avalanche upgrade, em 2ª mão, a um amigo de infância que a tinha na garagem, estou convencido, a ganhar pó. Pus-lhe os meus pedais automáticos, o meu selim, inverti o avanço e…

Estava pronto para as 24 Horas 2005 de Proença-a-Nova numa equipa de 8, constituída por amigos, conhecidos e outros que acabamos amigos, hoje companheiros destes eventos. Um deles o Pedro Martinho, que em alturas andou em posições cimeiras no BTT nacional, acabou por ser o que mais me questionava com as “picas” de insulina que punha, havendo alturas em que ironizava com a situação… Estou em crer que enganamos alguns com o “meu doping”!

Junho em Proença a Nova,
Calor,
Zona interior do país, no meio do pinhal, que cheiro fabuloso…
Olha a desidratação, bebe!!! Mais um gole!!!

Tinha passado a manhã agarrado à água e não sei bem porquê, persuadido por alguns da desidratação, ao isostar!

Resultado, quando iniciei a minha volta, perto das 16h, o sol apertava, a boca empastelava, a sede era a dos desertos e as cãibras, nas duas pernas. A vontade de urinar, quase, incontrolável, enfim, pensei que não acabava aquela volta!

Um casal, ambos a correr a solo, “agarraram-me”, conversando comigo, inteirando-se do que me sucedia, pus-me na roda da rapariga, enquanto que o rapaz seguiu até à meta informando a minha equipa do que se passava.

CHEGUEI!!!
Quando cheguei imediatamente fiz a medição da glicemia.
4...
Hiperglicemia – já sabia!
“Morte” ao isostar.
A poção em pó, em mim, teve um efeito pouco mágico.

Coloquei umas unidades de insulina rápida, um banho, a cada volta, pois o calor e o pó são pouco amigos nos descansos de quase 6 horas, uma “pasta party” no meio e por volta da uma da manhã lá estava eu outra vez no terreno.

Desta vez com os valores perfeitamente controlados (fiz a medição da glicemia antes e depois da volta), em menos de uma hora estava de novo na meta para arrancar outro, de salientar que o Pedro fazia 2 voltas, cada vez que nós fazíamos uma!

A minha primeira prova de BTT acabou de manhã num “esgrouviamento” ao nível do sono, quanto aos valores glicémicos, recomendo fazer o maior numero de vezes, a fim de saber o que colocamos à boca, a fim de evitar as hipos e hiper-glicemias.

! Na quantidade de insulina (rápida, mista ou lenta), há que saber dosear as unidades em função do esforço que se vai despender e do que se vai comer. Não existindo nenhuma regra matemática, recomendo o uso do medidor de glicemia, ajuda bastante.

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