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My MTB has DIABETES

Diabetes is something that cycling with me since 21 years ago, I’m 41. The blue O Project regarding the disclosure of diabetes disease associated with the practice of MTB, talking, discussing and to clarifying some aspects, from who has to deal with these two situations simultaneously.

Maratona Extreme - Penhas da Saúde - Serra da Estrela



Boas pedaladas,
Maratonas dignas dos nomes: Tour, Race e Extreme a começar nas Penhas da Saúde (altitude 1500m), era por si só sinal de dureza, a única maratona nacional em alta montanha...

Fiz a "ambientação" no dia anterior, acampando no Pião - menos 400m de altitude - a diferença de temperatura para Castelo Branco era sensivelmente menos 8/10°C.
A glicémia estava perfeita no dia da prova, 120mg/dL (7:30h). Segui a normal redução de insulinas e um pequeno-almoço composto por leite com uma colher de chocolate em pó, bica de azeite, 1 suissinho e 4 bolachas.
 
Não havia muitos riders, 94 no total, na qual a Tour (4) saía com uma diferença de 15min. depois da Race (33) e da Extreme (56), saímos as 8:40h, 10min. de atraso em relação a hora prevista. Em pleno Parque Natural da Serra da Estrela estamos no verdadeiro "rock garden", os primeiros 25km foram praticamente em descida, registando-se algumas quedas, provocados pelas pedras soltas e das valetas provocadas pelas chuvas. Que vista fabulosa sobre o Vale Glaciar do Zêzere.
 
 
Culminavam na praia fluvial de Verdelhos, local do 1º abastecimento. Bebi sumo 100% laranja (de pacote), comi uma banana e meia, a 2ª bolacha estilo Oreo - durante esses 25km comi a 1ª - e bebi muita água. Não medi a glicémia mas os tracks até lá, alguns, exigiam bastante concentração.

Daqui iniciamos as verdadeiras pendentes, o acumulado ia perto dos 400m, quando alguns dos "extremes" passaram por mim e o Carlos Figueiredo, amigo destas andanças que se vinha a queixar de uma queda e com problemas mecânicos na corrente, resolvidos alguns kms antes. Eu levava atenção ao terreno porque as pedras soltas requerem uma pedalada eficiente e com uma cadência certa, igual a que os "extremes" traziam, se bem que o ritmo destes é de outro nível (muito tempo de dedicação). O Carlos não se sentindo bem indica-me para seguir com a minha pedalada, impus o meu ritmo: pedalada fixa e calma a "controla a coisa".
 
 
O calor era infernal, dos dias mais quentes do ano, sem brisa nenhuma, por vezes era atenuado com a sombra das árvores e mesmo que quente, a água e o VITARGO ELECTROLYTE eram constantes no corpo.
Em dada altura comi mais duas Oreo, engoli-as com água fresca de uma fonte, pouco antes de umas descidas em single tracks - a placa informava DESCIDA PERIGOSA - bastante técnicas em que o pequeno toque no travão da frente nos faz dar uma cambalhota, parei antes de acontecer, se bem que a lama e o feno ajudariam ao aconchego. Bem dizia o agricultor: "está muito calor para vocês andarem nisso e nem se pode andar por aí, está tudo cheio de lama!!!"
 
Na Aldeia do Carvalho parei em nova fonte, medi o açúcar ao mesmo tempo que enchia depósitos e refrescava o corpo. 474mg/dL de glicémia (12:00h - 36km), o valor era elevado, demais até, não compreendi porque, até então não tinha tido cãibras - causa-efeito em mim - muito menos pelo que tinha comido e o esforço, até então, deveria ter consumido tudo. Não entendi muito bem, bebi água e segui só a água e ELECTROLYTE já diluído...
 
 
Incisávamos a "derradeira" pendente, do gráfico de altimetria, mas o sol era TORRIDO. Olhei para cima e via-se o antigo sanatório (agora futura Pousada), tomando-o como referência em conjunto com o GPS, sabia que tinha de subir até uma passagem de estrada, perto do camping do Pião mas teria de subir ainda mais, até as Penhas da Saúde, que ficavam mais alto que o antigo sanatório. A desistência passou-me pela cabeça quando encontrei uma fonte, a mais fresca de todas, um verdadeiro "oásis". Renovei águas, para arrefecer "lavei-me" dos joelhos para baixo e segui viagem, estava a uma subida de 200m para o 2º abastecimento, ao lado da Estrada Nacional 339.
As palavras reconfortantes da organização serviram-me de abastecimento. Medi 365mg/dL (13:11h) levava 43km, tive também oportunidade de falar com um rider que nunca tinha visto uma Canyon CF SLX 29er "ao vivo". Perguntei-lhe se queria experimentar, altura em que o seu colega lhe afirma: "não quero interromper a vossa conversa, mas ainda temos mais 40km para fazer", eram da Extreme...
 
 
Como já trazia água fresca e levava abastecimento nos bolsos, segui para os últimos 10km. Sem cãibras, coisa estranha, ainda bem porque a subir, sozinho, perto do local de dormida, fazia doer o corpo e a mente!

 
Pedalar pela Serra da Estrela e participar nesta maratona, com esta beleza, puxa-nos pela vontade de chegar ao fim. Tirei mais fotos, descansei mais um pouco, passou-me o N.1 da Extreme, os guardas florestais deram-me "FORÇA", sobrevoaram-me os do parapente, passei pelo posto de vigia e cheguei ao alcatrão, 4 km de subida até as Penhas da Saúde.
 
 
Durante esse troço passou o INEM e tornou a descer. Terminei em #25 da Race, passadas 6:03:30h, fiquei a saber que levava um rider que não se sentiu bem. Pedi essa informação na sala de massagens, em que as caras dos presentes eram dum tom rosado, aguardando por vez para se deitarem. Optei por estirar os músculos.

 
Arrumei tudo e meço 277mg/dL (15:33h), prontinho para me meter de baixo da água fria a retemperar e relaxar a musculação. Segui ao almoço com duas unidades de insulina rápida e acabei com umas cerejas e as normais conversas das várias ocorrências durante a prova. Algumas desistências foram sinonimo da dureza da maratona mais exigente de Portugal, a Extreme. Excelente fim-de-semana e maratona, com tudo a que se tem direito, sobrou CALOR!!!

 
Não entendi a glicemia, mas não sofri com ela, tirei-lhe proveito, nem sempre assim é. Não encontrei razão para os valores durante a prova, até rápida dei de manhã, alturas há que pelo esforço exigido nestas provas - com horas a pedalar - a basal, medindo a glicemia, em constante hidratação, ingerindo hidratos é bastante suficiente para ir controlado. Por ser uma doença cronica cai-se no erro de pensar que é sempre igual.
 
Há que assistir ao Tour e treinar alta montanha…
 
Boa forma de apresentar o novo logo do já patrocinador da blue O - "changing diabetes" - há lá melhor forma de provar que sim!?

 
Pedaladas boas,
casf

English


Good cycling.

All marathons worth the names: Tour, Race and Extreme, starting at Penhas da Saúde (elevation 1500m), was from itself a hardness sign, the only national marathon on high mountain...

I did my "ambiance" the previous day, camping in Pião - 400m bellow - the Castelo Branco temperature difference was considerably less 8/10°C.

The fast blood glucose was perfect on race day, 120mg/dL (7:30am). I followed the normal insulin reduction and I take a breakfast consisting with milk with powder cocoa, olive oil bread, 1 small yogurt and 4 cookies.


There weren't many riders, 94 in total, Tour (4) went out with 15min. after the Race (33) and Extreme (56), and we left at 8:40am, 10min. delay relative to schedule time. On da Estrela Mountain Natural Park are true "rock gardens", the first 25km were pretty much downhill, registering some falls, caused by loose stones and rains ditches. What a fabulous view from Zêzere Glacier Valley.


Culminated in Verdelhos river beach, 1st supply zone. I drank 100% orange juice (from packet), ate a banana and a half, and a 2nd Oreo style cookie - I ate 1st one during those 25km - and drank lots of water. Not measured my glucose blood but some tracks, till there, demanding quite concentration.


From here it began the real uphill’s, the accumulated was near the 400m when some of the "Extremes" passed by me and Carlos Figueiredo, recent MTB friend that had been complaining from a fall and chain mechanical problems, solved some kms before. I took attention to the ground because loose stones require an efficient cycling and cadence, the same as "Extremes" brought, although they pace is from another level (long dedication to). Carlos not feeling well tolls me to move on, I imposed my pace: fixed cycling and calm "controlling the thing".

The heat was hellish, the hottest days of the year without any breeze, was sometimes attenuated with trees shades and with hot water and VITARGO ELECTROLYTE were constantly in my body.


Some were I ate two more Oreo, swallow them with fresh water from a fountain, just before a single tracks downhill’s - the board informed DANGEROUS DESCENT - quite technical, a little touch in the front brake makes us doing a somersault, I stopped before it happened, though mud and hay will help to warmth. I passed near a farmer well said: "it's too hot for you to cycling and you can't even walk around there, everything is full of mud!"

In Aldeia do Carvalho I stopped at a water source, I measure my blood glucose while filling water bottles and freshened my body. 474mg/dL (12:00pm - 36km), the value was high, too much, I didn't understand why, until then hadn't any cramps - cause-effect on me - much less for what I had eaten and the effort, so far, should have burned everything. I did not quite understand, I drank water and I follow, now only with water and ELECTROLYTE already diluted...


We start the "ultimate" pending graph altimetry, the sun was burning. I looked up and saw the old sanatorium (now future Inn), taking it as a reference together with GPS, I knew I had to climb up to a road pass, near Pião camping, but I would have to rise further, till Penhas da Saúde, which were higher than old sanatorium. The withdrawal went through my head when I found another source, the coolest of all, a true "oasis". Renewed waters, to cool "I washed" from my knees to feats, I followed, I and was a 200m climb from 2nd supply zone, near National Road 339.

Comforting words from organization served me as supply. I measure 365mg/dL (1:11pm) led 43km, also had the opportunity to speak with a rider who had never seen a Canyon CF SLX 29er "live". I asked him if he wanted to try it, when his colleague says: "I do not want to interrupt your conversation, but we still have more 40km to do," they were from Extreme...


As has brought fresh water and had supply on my pockets, I followed for last 10km. No cramps, strange, I'm glad because climbing alone, near sleeping site, body and mind were hurting!

Riding on Estrela Mountain and participate in this marathon, with this beauty, pulls us by to come to an end. I took more photos, rested some more, it passes me Extreme N.1, the Forest Rangers gave me "FORCE", paragliding flew me, I passed the watch post and got the tar, 4 km climb until Penhas da Saúde.


During that path INEM (Medical Emergency National Institute), passed though me, and came down again. I finished #25 on Race marathon, 6:03:30h, I knew they carrying a rider who did not felt well. I asked for this information at the massage spot, where faces of those presents were a pinkish hue, waiting to lie. I chose to stretch the muscles.

I packed everything and I measure 277mg/dL (3:33pm), already too went down to cold water, refresh and relax muscles. Follow the lunch with two fast insulin units and ended up with cherries and normal conversations of several occurrences during the race. Some give ups were synonymous of hardness, the most demanding marathon in Portugal, the Extreme. Excellent weekend and marathon, with everything I has right, less the HEAT!!


I did not understand my glucose, but did not suffer with it, is not always like that. I found no reason for the values during the race, even fast insulin I take in the morning, sometimes required efforts in these events - cycling for hours - the basal insulin, measuring blood glucose at constant hydration, eating carbs is quite enough to get well controlled. Being a chronic disease, we fall on the mistake, thinking every time is always the same.

Need to watch the Tour and train high mountain...

Good way to introduce the new logo from blue O sponsor - "changing diabetes" - is there better way to prove that yes!?
 
Cycling good,
casf

2 comentários:

  1. Está feito uma máquina Carlos. Parabéns!!

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  2. Obrigado Carlos,
    Palavras gentis, ainda dizem que de españa não vem bom vento, solo embidia!
    Pedaladas boas,
    Carlos

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