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Entrevista do jornal "O Jogo" na "Revista J" - 1/6/2014


Olá Carlos.
 
1. Para começar, fale-nos da sua evolução enquanto diabético. Quando desenvolveu a doença, com que idade, como descobriu, etc.
No meu caso "despertou" aos 19 anos. Em 2/3 semanas, fui diagnosticado.
Na altura “treinava” BTT quase diariamente, com bastantes cãibras, até então desconhecidas para mim. Tinha todos os sintomas típicos: muita sede e a consequente micção, cansaço constante, com uma fome devoradora! Neste rápido desenrolar em que perdi mais de 10kg o que mais me constrangia
era a rapidez com que tinha de encontrar um WC.
 
2· Como foi o impacto na sua vida?
Guardo na memória o primeiro registo 537mg/dL. Os meus pais, que foram à consulta, refletiam nos olhos o impacto da notícia.
Eu tive uma interpretação de normalidade se o posso definir assim "É para o resto da vida! Está bem! Como se faz?"
Sendo uma doença crónica as consequências da má gestão pagam-se a longo prazo, por vezes descuidamos os detalhes que fazem toda a diferença.
 
3· Já fazia desporto na altura, em especial BTT?
Sempre pratiquei desporto amador. O BTT amador foi nesse preciso ano.
Judo, karaté, atletismo em pequeno. Ténis, andebol e basquete no básico esecundário. Como escoteiro, dos 13 anos em diante praticava muitas atividades ao ar livre.
Já adulto e fora de Portugal iniciei-me no squash e natação. As bicicletas acompanham-me desde pequeno.
Um diabético, por norma, e para bem do próprio, têm de adotar determinados padrões que o levem a gerir a sua diabetes, a todos os níveis.

 
 
4· O que mudou na sua vida no dia antes de ter diabetes e depois de saber da doença? Em termos desportivos, mas também em termos pessoais?
Inicialmente não fazia uma ligação causa-efeito! Fui aprendendo com o tempo, experiencias e tentativas, sempre fui muito autodidata.
Na alimentação passei a comer melhor, qualquer pessoa - não só o diabético - deve comer pouco e muitas vezes ao dia, é uma regra fundamental.
Um exemplo prático; a gordura tem 3 vezes mais HC (Hidratos de Carbono) que o açúcar na mesma quantidade - uma mousse ou um pacote de batatas fritas? – ter uma cabeça disciplinada é fundamental!
A insulina às horas estabelecidas e o desporto complementa o "tratamento" ajudando a estabilizar a glicémia.
De forma alguma, só mais tarde é certo, mas o "click" do desporto sempre foi constante!
 
5· Pensou em parar ou isso nem foi uma questão em cima da mesa?
Na vida sou otimista e persistente até dizer chegar!
Há uma regra fundamental num diabético, perceber os sintomas que o corpo nos transmite, na dúvida, fazemos uma leitura de glicémia, para confirmar! Antes de cada refeição devemos medir para saber que quantidades devemos comer e que insulina dar, sempre em função do que vamos
fazer.
 
6· E como surgiu o blog e o conceito blue O? Já existia antes, noutro formato, ou foi algo criado de raiz?
Em 2009 fiz a Prova de Avis do Campeonato Norte Alentejano XCO. À 1ª passagem, já com sintomas de hipo, comi mal. No decorrer da 2ª volta a hipo
"instalou-se" fazendo com que terminasse muito tarde e ainda por recuperar. Na meta havia muitas pessoas da organização, mas nenhuma perguntou o que se tinha passado comigo!
Com este episódio, pensei num equipamento personalizado, confesso, por causa de uma prova de 24H em Castelo Branco, em que o atleta António Girão tinha todo personalizado. Já lhe referi pessoalmente este pormenor.
Depois do sucedido em 24 setembro de 2009 começo uma rubrica no Forum BTT - Saúde e Treino; “omeuBTTtemDIABETES”.
Inicio contactos até ao nível internacional passando pelas instituições todas ligadas à diabetes em Portugal, com algumas respostas afirmativas, surge
o blog para ilustrar e projetar os apoios. Na sequência vem a divulgação nas redes sociais e pelo interesse e contacto de outros desportistas amadores, também diabéticos, a página no Facebook “Projecto blue O”.
“Projecto blue O” é mais abrangente. Tem vários “gestores” especializados, todos amadores! Corrida, escalada, trail, corfebol, BTT/ciclismo… O conceito é dar a conhecer experiências e desmistificar a diabetes no desporto, com diabetes é fundamental mantermo-nos ativos - praticar desporto - ajudar a baixa valores de glicémia, evitando as normais complicações.
 
7· Para quem não sabe, o que isso significa, blue O?
O circulo deriva do símbolo internacional da diabetes o círculo, representando a união pela diabetes e simboliza o apoio à Resolução das Nações
Unidas sobre a diabetes.
O nome “blue” surge pela cor do círculo, representando o céu e a cor da bandeira das Nações Unidas, caracterizando a união entre os países.
Complementam as riscas da UCI (União Ciclismo Internacional), porque foi com o BTT que tudo se desenrolou.


8· A marca criou impacto nas maratonas de BTT em que participava?
A 1ª vez que apareci com o equipamento vestido senti que o 1º objetivo estava alcançado. Passei a representar algo. Sem dúvida que fiquei conhecido!
És diabético? Dás-te bem? O teu equipamento é bastante giro. Como controlas as coisas? Onde se pode comprar um igual?
Internacionalmente, em 2012, foi distinguido como "Week Heroe" da IDF (Federação Internacional da Diabetes) na divulgação do Projecto blue O.
De forma alguma, a nível nacional até pode ser, mas não propriamente... Há muitos blue's O que reportam as suas experiências, esse é o mote do Projecto blue O.
 
9· É o único diabético desportista com um projecto deste género, de comunicar a diabetes desta forma?
Se vamos para Espanha há vários atletas com uma ideia semelhante, nos mesmos moldes, até profissionais; o Jon Karro desenvolveu a equipa “DT1 Team”.
O Antonio Lledó, recentemente foi finisher da “Titan Desert 2014”, foi o 1º diabético Tipo 1 a conseguir este feito.
Um exemplo inglês de atleta Olímpico na qualidade de remo é o de Sir Steve Redgrave, diagnosticado DT2 em 97 foi aos Jogos de Sidney 2000 e veio com a medalha de ouro. É um bom exemplo este!!!
No Canadá, em 2014, o Sebastien Sasseville empreendeu uma corrida de 7500K para divulgar a diabetes...
Temos a atual “Team Novo Nordisk”, 1ª equipa de ciclismo profissional do Pro Tour, fundada por Phil Southerland, constituída só por diabéticos, que
também tem representação noutros desportos.
Há um vasto leque de "activistas", uns mais profissionalizados, outros só pelo gosto de...


10· Depois do blog e do conceito blue O, quase que criou uma equipa. Quantos desportistas envergam o seu jersey actualmente?
A última contagem que realizei, sem todos estarem registados, são mais de 50.
Na sede da Canyon, em Koblenz, há uma numa parede.
Espanha e Costa Rica foram os primeiros internacionais, México, USA e Brasil foram este ano.
Alguns não são diagnosticados, é pura amizade e/ou gosto em difundir o Projecto blue O. Equipa propriamente não há, é pura carolice, investimento de cada um financeiro e particular em querer reportar as experiencia vividas com o jersey vestido.
Sem sombra de dúvida, esse é o principal objetivo do “Projecto blue O”.
 
11· Orgulha-se de ter ajudado a passar a mensagem que diabetes não é inimiga do desporto?
Temos que desmistificar que o diabético não pode praticar desporto. Pode e deve manter-se ativo!
A diabetes não acarreta impedimento perante o desporto, faz parte do seu tratamento, a par de uma dieta equilibra e a insulina, ou antidiabéticos orais.
O desporto ajuda a transformar os HC ingeridos para o sangue, e isso é fundamental.
 
12· Que tipo de desporto pratica neste momento? Só BTT?
BTT, ciclismo de estrada, caminhada, corrida, trail, natação, o triatlo estou a "construi-lo"!
 
13· Quantas vezes treina por semana? E provas?
Este inverno comprei um rolo, equipamento que me permitiu "rolar" alguma coisa, num Inverno tão rigoroso. Sair de bicicleta durante a semana é-me
difícil.
Na condição de pai de família, as deslocações às actividades extracurriculares, dos miúdos "queima-me" algum tempo.
Tento encaixar nos meus horários a caminhada/corrida, natação e também a bicicleta, mas nunca treinos longos. "Roubo-me" algumas horas de sono
pois toda a envolvência do Projecto blue O leva-me algum tempo.
Alguns fins-de-semana são dedicados às provas; maratonas de BTT, os já famosos trail run, algum atletismo - máximo 10k - aparece depois o triatlo. O meu calendário vai sendo traçando no blog. Este ano, provavelmente vou representar a blue O fora de Portugal, sempre com a ajuda da Novo Nordisk Portugal, sem eles quase nada teria sido possível.
As situações conjugaram-se. Em 2013 a CANYON GmbH disponibiliza-me duas bicicletas, BTT e estrada, esta ultima permitiu-me diversificar treinos.


14· Como é que passou do BTT agora para se iniciar no trail run e no triatlo? Qual foi essa motivação?
As caminhadas e alguma corrida sempre fizeram parte. O meu objetivo não são pódios, tento ser e estar ativo. Daí que posso perfeitamente fazer 25K de trail moderado, recordam-me os tempos de infância e escotismo. Fiz a 1ª…
Porque já pratiquei natação... Ainda estou longe da distância olímpica, mas na versão "sprint" quero iniciar o currículo.
Com certeza que sim, a blue O já é e vai ser para difundir até onde for possível.
 
15· Também vai levar o conceito blue O ao mundo do trail e do triatlo?
O conceito é sempre o mesmo, desmistificar o desporto numa pessoa que padece de diabetes, falando das nossas experiências. Sou o mentor e dedico bastante tempo à causa, sinto orgulho nisso, mas são os que me querem acompanhar que fazem o resto do trabalho...

 
16· O que o Carlos faz profissionalmente?
Atualmente trabalho num Call Center.
Sou Licenciado em Engª Biológica e Alimentar com experiência profissional em Química, pintura automóvel e industrial. Se já era polivalente, passou a ser uma obrigação na vida!
 
17· É casado? Tem filhos?
Casado, com 3 filhos. Uma rapariga emancipada, um rapaz, atleta de natação pura e uma criança, também atleta de natação pura e parece que pianista.
 
18 Vive em Castelo Branco, certo? Sempre viveu aí?
Nasci e atualmente vivo em Castelo Branco.
Após os meus estudos realizados em CB vivi na Holanda durante um estágio Leonardo da Vinci. Devido à multinacional onde trabalhei, viajava muito pela europa, chegando a residir em França. Em cada país arranjava sempre uma bicicleta nacional como meio de transporte. Quanto mais a norte, maior é a cultura ciclística.

X Triatlo Fundão

 
Bom desporto,
 
Dia 24/5 fui novamente ao Fundão, passados 8 meses, desta vez com o objetivo claro de me vingar! O ano passado, a 1ª prova de triatlo, fiquei na estrada ao fim da barragem com um furo em cada roda!
 
Em jejum registei 136mg/dL e dei as unidades normais de insulina. A versão sprint é rápida o suficiente para se fazer numa hora, para alguns, claro!
Coloquei os ténis no PT2 (Parque de Transição 2), com um GEL VITARGO.
Apanhei o autocarro que saiu à hora marcada, já o camião com a minha Canyon Ultimate AL e as restantes bikes, nem por isso…
Chegamos à barragem da Capinha mas a logística com a GNR e os carros presentes na estrada fizeram "arrastar" a partida para as 11:40:00h. Levantei tudo no secretariado, medi a glicémia: 190mg/dL, comi uma banana à medida que colocava tudo no sítio, e eu, dentro do fato isotérmico, ajudaram-me e ajudei…
 
 
Na água, com a normal confusão do arranque, fiquei para trás, ia para controlar e também não queria sofrer nenhuma pancada… Confesso que bebi mais água do que o pretendido. No final saí com mais lucidez que da 1ª vez, contribuindo para isso os treinos na piscina.
Retirei o fato, calcei os sapatos, capacete, óculos, no bidão VITARGO levei só água e comigo um GEL para tomar no meio do ciclismo… Desci a pior parte e a que me traumatizava, passando “fininho”, a olhar cada buraco de alcatrão daquela descida “gato molhado de água fria tem medo”, ufff…
 
 
“Siga, para a frente é que é o caminho” pedalei num ritmo equilibrado – ia muito no controlo, tinha os 5K de corrida no final – já que o trajecto não sendo plano, nas descidas abusei e numa subida tomei o GEL, para fazer mais 15K de prova.
Passaram por mim os atletas Olímpicos Gabriel Macchi e o seu guia e treinador Martim Nunes – inseparáveis estes medalhados Paraolímpicos Portugueses – aqui na sua 1ª participação no triatlo assim como para o triatlo português, era a 1ª participação de um atleta com a deficiência visual do Gabriel. Preparam os Jogos de 2016…
Desmonto e entro no parque de transição com algum cansaço. Calço os ténis e levo o GEL VITARGO – precavido – já o speaker anunciava os vitoriosos à chegada à meta. A 1ª volta confesso, na barriga tinha uma impressão que não se repetiu na 2ª e ultima volta, até porque o psicológico e a envolvente na meta chamam por nós, à minha passagem, pelo fato, disseram que comigo não se faz FARINHA! Lembro-me de um gesto que fiz aos fotógrafos, enquadrando o “changing diabetes” altura em que dava um grito discreto de “Ipiranga”!

Indico a classificação para futuras análises...
# 143 5308 Carlos A. Santos Farinha - V1 Individual 147 00:17:25 141 00:49:28 130 00:24:27 01:31:22 00:31:52
Um bom desporto,
casf

-//-

English


Good sports,

Last May 24th I went back to Fundão, past eight months, this time with the clear goal of revenge!

In 2013, my 1st triathlon, I stop on the road, after leaving the dam, with a hole in each inner tube!

At fasting I had 136 mg/dL having the normal insulin units. The sprint version is fast enough to do in an hour, for some, of course!

I put my snickers on TP2 (Transition Park 2), with a VITARGO GEL.

On the exactly time I caught the bus that went to the starting point, but the truck with my Canyon Ultimate AL and the others bikes, not really...

We arrived at Capinha dam but the logistics with GNR (National Republic Guard) and the parked cars on the road would "drag" the start for 11:40am. I raised everything, measured my blood glucose: 190 mg/dL, ate a banana as I set up everything on place, and I, in the isothermal suit, I help a friend and he helped me...

On the water, with the normal start up confusion, I stayed behind, I wanted to control and didn't want to suffer any hit... I confess I drank more water than I want. In the end I left with more lucidity than 1st time, contributing for that my workouts on the pool.

I took off the suit, I wore my shoes, helmet, glasses, in the VITARGO water bottle only water and I tooked with me a GEL to had in the middle of cycling... I went down for the worst part of the route, the one who make me some trauma, I passed "thin", looking every tar hole, "wet cat is afraid of cold water"...

I follow on a balanced pace - I was controlling my pace, I had the 5K running at the end - because the route had some climbing’s, I force on descents, one a hill I took the GEL, to make more 15K.

The Olympic athletes Gabriel Macchi and his guide and coach Martin Nunes - inseparable these Portuguese Paralympics athetes – passed throughout me, here on his 1st triathlon as well for the Portuguese triathlon, it was the 1st participation of athletes with visual impairment from Gabriel. They preparing for 2016 Olympic Games...
I went out the bike a bite tired up. I put the snickers and grab another VITARGO GEL - cautious - already the speaker announced the winners on finish line. My 1st round I had a bed impression but on 2nd and final round, psychological and finish line engaging “call for us”, when I finish, because of my suit, they said with me no one make any FLOUR!

I remember I made a gesture to the photographers, framing "changing diabetes" when it gave a slight cry of "Ipiranga "!
# 143 5308 Carlos A. Santos Farinha - V1 Individual 147 00:17:25 141 00:49:28 130 00:24:27 01:31:22 00:31:52
Nice sports,
casf

VI Trilhos da Açafa

 
Boas pedaladas,
Os VI Trilhos da Açafa em Vila Velha de Ródão voltaram em 2014, desta vez, numa altura do ano com mais calor, propicia para alterar o tom de pele.
 
Em jejum registei 111mg/dL, resolvi* as insulinas e tomei um pequeno-almoço sem HC de rápida absorção (*dei rápida e basal, reduzindo quantidades, mesmo com um valor "normal" de glicémia, ao dar a rápida, obriga a um maior controlo/observação do esforço despendido e o que vamos comendo).
 
O afamado pequeno-almoço destes Trilhos era repleto de iguarias típicas da zona, a destacar uns ovos "revueltos", umas chouriças assadas, presunto, bolos, sumos... Eu fiquei-me por um café "de borra" e um biscoito caseiro, já nos chamavam para a linha de partida.
Dois percursos; 45K e 65K em que o acumulado total dos 65K se ficava pelos 1000m, dava origem a pedalar rápido. Boa parte deste acumulado foi realizado nos primeiros 10km, provocando o corte no pelotão. Pelo meio tive de recorrer às VITARGO ENDURANCE.


Gostei do percurso, apesar de pouco técnico, foram muito bem escolhidos, alguns deles bem trabalhados, saliento as localidades de Tostão, Vale do Homem e Rodeios. A "caravana" quando passava era saudada, sendo uma mais-valia para quem é aplaudido e para a passividade dos locais, serve para "mudarem de ares".
 
No primeiro abastecimento, situado numa praça na vila Vale do Homem medi 96mg/dL, foi o mote para trincar mais um bolo seco com Coca-Cola, uma banana, 1/4 de laranjas e muita água, o calor que se fazia sentir pedia bastante.
 
 
Numa transação "intermédia" - num percurso com 2 abastecimentos - por norma controlo o andamento, sinto as reações do corpo e das pernas, disfruto das paisagens, aproveitando para mais algumas fotos...
 
Invertemos o percurso nas Sernadas de Rodão, vários trilhos sempre a descer, onde nos lavava a uma barragem, até aí foi aproveitar as vistas deslumbrantes.
 

O 2º abastecimento era lá em baixo, com uma "janela" para a dita barragem, situaram-no por baixo de uma grande sombra. Não medi, comi uma sandes de queijo com alguma cola, refiz o VITARGO ELECTROLYTE, umas laranjas e saí de fininho, queria ver se conseguia fazer menos de 4horas...
 
O percurso muito rolante, com muita pedra solta à mistura ainda me fizeram olhar para trás, uma das vezes pareceu-me rebentar o pneu!!! Ao parar, para confirmar, tomei um GEL VITARGO, uma vez que o corpo e o relógio pediam-me para puxar o andamento!


Seguimos por um track que ladeava o rio Tejo, mais tarde confessaram-me que devia ter sido arranjado de forma manual e não com uma máquina, retirou-lhe o conceito pretendido - de single track - mas esta foi a reedição, muitos anos virão, estou em querer, que com esta organização mais adeptos inclusive...
 
Cheguei à meta passadas 3:56:02h. Sem hipos e problemas mecânicos terminei com um "à vontade" que me desconheço um pouco. Os treinos são para manter!
 
O almoço foi precedido de uma glicémia a 127mg/dL, contemplado com as normais histórias sobre os mais variados temas, no fundo, sobre o desporto em geral.
Pedaladas boas,
casf
 
-//-
Good cycling,
"VI Trilhos da Açafa" in Vila Velha de Ródão returned in 2014, on a time of the year much warmer, allows to change the skin tone.
 
 
At fast my glycemia was 111mg/dL, I decided* insulin’s and took a breakfast without fast HC (* I had fast and basal insulin, reducing quantities, even with a "normal" blood glucose, giving fast, requires a careful effort spending control/observation and what we eat during).
The famous breakfast of these "Trilhos" was filled with typical delicacies, highlighting some "revueltos" eggs, roasted sausages, ham, cakes, juices... I got a "sludge" coffee and a homemade biscuit since they called us to the starting line.
 
Two distances; 45K and 65K, from 65K accumulate going around 1000m, gave rise to fast cycling. Much of this accumulated was performed in the first 10k, causing the peloton split. In the meanwhile I was resorting to my VITARGO ENDURANCE.

I enjoyed the course, with no technical parts, were very well chosen, some of them well worked, I emphasize the villages of Tostão, Vale do Homem and Rodeios. The "caravan" was saluted as we passed by, being an asset to anyone who's applauded and the local passivity serves to "change of scenery".
On 1st supply, located in a square from Vale de Homem village I measure 96mg/dL, time to biting another dry cake with cola, a banana, 1/4 oranges and lots of water, the felt heated asking a lot for it.
 

In an “intermediate" transaction - a route with 2 supplies – I normally control the pace, feel my body and legs reactions, enjoy the scenery, and had time to tock a few more photos...
Reversed the path in Sernadas de Rodão, always down several paths, where washed in a dam, till there we had a stunning views.
The 2nd supply was down there with a "window” for the dam, under a big three shadow. I didn’t measure, ate a cheese sandwich with some coke, redid the VITARGO ELECTROLYTE, some oranges and left, I wanted to see if I could do less than 4hours...
 

The very rock shock route made me look back, at one of the times I seemed to burst the tire! I had to stop to confirm, when I took a VITARGO GEL, since the body and clock asked me to push forward!
We followed by a track that skirted Tejo river, later they confessed to me that should have been worked by hand and not by a machine, stripped it the intended concept - a single track - but this was the reissue, many years to follow, certain, with this organization with even more riders...
I finished after 3:56:02h. No hypos and mechanical problems, I ended with a "so well" a bit unknown to me. The work outs are to keep!
Lunch was preceded by 127mg/dL of blood glucose, covered with normal stories about several topics, in general all about sports.
Cycling good,
casf

I Mini Meia Maratona Castelo Branco - Alcains

 

Boas corridas,
 
25 de Abril é sinónimo de LIBERDADE, mesmo para quem nasceu no ano de 1974.
 
Com a inscrição no próprio dia fui à "I Mini Meia Maratona Castelo Branco - Alcains" fazer 10K, mesmo com algumas condicionantes na logística. Agradeço ao rapaz, que não fiquei como o nome, por me ter colocado na meta.
 
Uma quase hipo no jejum 92 mg/dL, reduzi o bolus e dei a normal de basal. Levei uma banana que comi 30 min antes e no cinto um GEL VITARGO, para o caso...
 
Deram a largada a meio caminho da Meia e a coisa foi rápida, ao meu ritmo, os últimos 5K fiz com a Paula Ramos do GCA Donas, não sabendo bem quem puxou por quem!!!
 
Tenho de continuar a treinar, pode ser que me faça falta...
 
Posição no meu escalão: #4 367 CARLOS FARINHA VET "blue O / changing diabetes" 00:47:12 min.
 
Corridas boas,
casf

-//-

Good runs,

In Portugal the April 25th is synonymous of FREEDOM, even if you were born in 1974.
I make my inscription on the morning and whet to the "I Mini Half Marathon Castelo Branco - Alcains" make 10K, even with some logistics limitations. I thank to the young man to taking me there.
Almost on hypo at fast I measure 92 mg/dL, I reduce the bolus and gave the normal slow. I took with me a banana that I ate 30 min before and put a VITARGO GEL on my belt, for some case...
We start on halfway from the Half - after the firsts athletes pass out - an the thing was fast, on my pace, the last 5K I did with Paula Ramos from GCA Donas, not knowing exactly who push by whom!
I have to keep practicing, I could be needed...
Position on my rank: #4 367 CARLOS FARINHA VET "blue O / changing diabetes" 00:47:12 min.
 
Run good,
casf

Maratona Alcains - Gardunha


Boas pedaladas,


De manhã acordei com 167 mg/dL, fiz os normais ajustes de insulinas tendo em conta o número de km que iria realizar.
 
 
O sensor do Dexcom G4 “deixou-ma a pé” no Sábado. Ainda não deu para realizar a interpretação durante uma prova de BTT…
A semana mesmo estando quente pelo km 5 já tinha os pés e as rodas, literalmente, enterrados na lama. Como de costume, avanço de trás para a frente, ou melhor, vou controlando, tirando umas fotos para ilustrar.
Pelas drogas que ando a tomar não sucumbi aos “corredores da morte” – sinal vermelho às ALERGIAS!!! O mato estava na sua máxima pujança, haviam alturas que era melhor fechar a boca!!! 
 
Pelas 10h e alguns minutos chego ao 1º abastecimento onde já se assava carne mas não querendo perder muito tempo; não registei a glicémia, comi uma banana, um bolo seco com meio sumo e diluí o VITARGO ELECTROLYTE.
 
A separação dos percursos foi antes do km 40, pelo esforço tomei um GEL VITARGO, tínhamos acabado de subir uma “parede”, altura na qual segui acompanhado com o António Pequito.
 

Ao chegar ao 2º abastecimento acuso 108 mg/dL, comi convenientemente! O António esperou por mim para fizermos o resto juntos, supostamente já eramos os últimos da grande.
 
A dada altura parámos para fazermos uma “reciclagem” de como reparar um furo! Era a 2ª vez que parava, descobrimos o pico do 1º furo no pneu tubless, remendamos a camara de ar, sempre a encher (com bomba e CO2) e por fim comprovando que não resultava, tivemos de trocar a camara de ar, resumindo, bem à vontade mais de 40 minutos parados.
 
Os estradões de terra perto de Tinalhas levaram-nos aos single tracks trabalhados para esta evento, espetaculares a exigirem a perícia das rodas 29 de ambos.
 
Em Caféde já esperavam por nós - os últimos – uma festa vos digo! Subimos a calçada de pedra e entramos em Alcains passava das 15h e ainda nos aplaudiram, eu tinha os meus fans à minha espera e uma hipo a começar…
Pedaladas boas,
casf

English


Good pedaling

In the morning I woke up with 167 mg/dL, I made the normal insulin adjustments taking into account the number of miles I would do it.

The DexCom G4 sensor "let me on foot" on Saturday. Not yet to see my blood glucose interpretation during a mountain bike race...


The week before despite being hot at 5km I had my legs and bike wheels literally buried in the mud. As usual, I advancing from behind, or, I’ll take control, taking some pictures to illustrate.

Because of drugs I've been taking I did not succumb to the "death rows" - red signal to ALLERGIES! The grass was at its maximum strength, had heights that it was better to close your mouth!


By 10am and some minutes I arrive to 1st supply where they already roasted some meats, but not wanting to waste too much time; I didn’t measure my glycemia, ate a banana, a dry cake with half juice and dilute the VITARGO ELECTROLYTE.

The tracks separation was before 40km, by the effort I took a VITARGO GEL, after climbed a "wall", at which time follow together with António Pequito.

Reaching the 2nd supply I accuse 108 mg/dL, conveniently eaten! António waited for me so we do the rest together, we were supposed to be the last two from the biggest.
 

At one point we stopped to do a 'recycling' of how to repair a hole! It was the 2nd time he stopped, we found the peak of 1st hole in tubeless tire, we patched the inner tube, always filling (pump and CO2) and finally, proving that we didn’t have some results, we had to replace the inner tube, summarizing, more than 45 minutes stopped.

The land roads near Tinalhas led us to the spectacular single tracks worked out for this event requiring the technique of both 29 wheels.

 
In Cafede already waiting for us - the last ones – it was like a party, I say! We climbed the stone driveway and entered Alcains after 15pm and even cheered us, I had my fans waiting for me and a hypo starting...

Cycling good,
casf

Território Circuito Centro #4 Sertã



Boas corridas,
Fui à 4ª e ultima etapa do Território Circuito Centro para "cimentar" as provas de Trail Run. Foi a minha 2ª participação em eventos deste género. Como amante de desporto que sou, do bem que me faz e da imagem que trespasso, devo repetir muitas mais, até para me vingar...
Dexcom G4 é qualquer coisa, permite-nos saber a deslocação da nossa glicémia durante a noite anterior ao evento. No Domingo com o leitor de glicémia - continuamos a utilizá-lo, inclusive para a calibração do G4 - confirmei 173 mg/dL. Reduzi a basal e não devia ter reduzido a rápida...
 
Ao chegar à Sertã, confirmei que a saída para quem fazia os 25km era só às 10h, depois de viajarmos de autocarro até à Praia fluvial do Malhadal. Grande parte do percurso, em linha, acompanhava o leito do rio - as partes técnicas exigiam muito respeito - com os pés dentro de água e enterrados na lama desde os primeiros quilómetros.
 
De volta à glicémia, pelo "retardo" na partida dos 25k, a mesma superava os 300 mg/dL... A primeira rampa serviu para separar o grupo, os dos 45k desde as 9h que corriam. Voltei a filmar uma secção técnica, com algum custo confesso, estávamos prestes a separarmo-nos pelas diferenças de ritmos. Em absoluto estas provas "lembram-me" à minha infância e entrada nos Escoteiros, apesar de aqui me sujar muito mais!!!
 
Depois do 1º abastecimento, aí pelo km 7 olhei o Dexcom G4 que registava +/- 250 mg/dL, comi duas porções de papas de milho - quentes é que são boas - uns amendoins salgados com um pouco de coca cola e diluí o VITARGO ELECTROLYTE. As secções técnicas do leito continuavam, num ápice e sem me aperceber molhei aquelas partes da cintura...
 
Numa descida desprovida de técnica torci o tornozelo, por ser leve e estar quente aparentemente não me ressenti, ia perto do km 10 quando comecei a andar, iniciavam as dores. O quadricípite direito não suportava mais de 20 metros a correr, forçando mais a perna cujo tornozelo já estava "marcado"! Simplesmente não conseguia e pelo amadorismo da coisa não valia a pena forçar. Imprimi um ritmo de caminhada, aqui ou ali tentando a corrida sem sucesso.
 
Só em plano conseguia ir direito sendo que qualquer inclinação me desfigurava o físico e foi assim que cheguei ao 2 abastecimento, confrontando o pouco consumo calórico entre o medidor de glicémia e o Dexcom G4, quase fazia jackpot!!! 227 mg/dL e 225 mg/dL respectivamente. Foi mais hidratar e pouco comer, trincava de vez em quando a minha VITARGO ENDURANCE.
Eu e outro atleta fomos "picados" com a informação que o Mota já tinha passado o nosso inicio e uma outra praia fluvial mais à frente, fazia mais de meia hora... Fizemo-nos aos restantes 9km. A máquina fotográfica saiu mais vezes da bolsa, limitei-me a esperar... Fui apanhando, poucos, restantes dos 25km e eis que chega o Luís Mota (uma grande referência nacional no trail run). Ao seu lado ia uma "colega" da prova de VVR - na distância curta - e mesmo com o incentivo de alguns, as dores já se refletiam por ambas as pernas, não me permitiam pouco mais que o andar. 
 
A chegada à Sertã foi pela zona de lazer a fazer inveja a qualquer cidade com rio, 198 mg/dL.
A Organização está de parabéns, mesmo só com duas provas participadas e na distancia pequena, deixaram-me água na boca e agora com a certeza que o bicho está para ficar, venham escadas para treinar que tenho de me vingar!!!
Corridas boas,
casf
 
NOTA - O Dexcom G4 faz leituras pelo fluido intersticial, enquanto qualquer leitor de glicémia, "lê" no sangue, após punção no dedo, cuja precisão é maior.
O Dexcom G4 de 12 em 12h "pede" a calibração pelo leitor de glicémia. Não se deve, de maneira alguma actuar na nossa glicémia perante os valores do Dexcom, eles mesmo o dizem...

 
English

Good runs,
I went to the 4th and final step of "Território Circuito Centro" to "cement" my Trail Run events. It was my 2nd presence in events of this kind. As a sports lover I am, the good it makes me and the image I handing over, I'll repeat many more, and now for revenge...
 
The Dexcom G4 is amazing, it allow us to know blood glucose displacement during event evening and Sunday morning on my blood glucose reader - we continue to use it, including for G4 calibration - I confirmed 173 mg/dL. I reduced basal and shouldn't have reduced the fast.
Arriving at Sertã, I confirmed the start for those who made 25k was only at 10am, after we traveled by bus to Malhadal river beach. Much of the route on line followed the riverbed - some technical parts required very respect - with my feet’s in water and buried in mud from the first kilometers.
Back to glycemia, the "delay" on 25k starting, it exceeded up to 300 mg/dL... The first ramp separated this group, those from 45k they ran from 9am. I record a technical section with some cost I confess, we were about to split up due to different rhythms. These events absolutely "remind me" my childhood and Boy Scouts, but here I get dirty much more!

After 1st supply, at 7k I looked at the Dexcom G4 which recorded +/- 250 mg/dL, I ate two portions of maize porridge - hot it’s really good - some salted peanuts with some Coca-Cola and dilute the VITARGO ELECTROLYTE. The technical sections of the river side, at a glance, and without realizing it I wet those parts waist...
On a simple technical descent I twisted my ankle, because I’m light and I was hot apparently I didn’t resented it, was near the 10K when I started walking, the pains began. The right quadriceps could not stand more than 20 meters runing twisted, forcing much more the leg whose ankle was already marked! From my amateurism on this was not worth forcing. I start a walking pace, trying to run without success.

Only in plan I could go right and any inclination disfigured my physical aspect and like that I got to the 2nd supply, confronting the little calorie consumption between Dexcom G4 meter and blood glucose reader, almost made jackpot! 227 mg/dL and 225 mg/dL respectively. It was more hydrating than eating, I bite occasionally my VITARGO ENDURANCE.
 
I and another athlete were “chopped" with the information that Luís Mota (national reference on Trail Run), had passed our beginning and another river beach, over half an hour... We went to remaining 9km. The camera came out of the bag more often, I limited myself to wait... I was picking up, few remaining 25k athletes and here comes Luis Mota. Beside him was a 'colleague' from #2 VVR - in short distance - and even with the encouragement of some, the pain was already reflected by both legs, did not allow me more than walk.
 

The arrival at Sertã was by recreation area, near the river.

I congratulate the organization, only with two presences on short distance, let me “with water in my mouth” and now with the certainty that I’ll repeat, lets do some stairs to train I have to take my revenge !

Run good,
casf

NOTE - The Dexcom G4 does readings by interstitial fluid, and any reader of glycemia, "reads" the blood after puncturing the finger, whose precision is higher.

The Dexcom G4 each 12h "asks" for calibration from the blood glucose reader. Shouldn’t in any way act in our blood glucose values by reading the Dexcom, they even say...