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IV Maratona Alcains-Gardunha




Após a Açafa descobri o grifo de Vila Velha de Rodão, o pjfa mandou-me a única foto que há, até ao momento, com o logo da equipa blue O, o palxandre passou, leu e deu a sua força...




Boas pedaladas,

A IV Maratona Alcains-Gardunha, como dizem os mais batidos, não podia ter lugar sem a tão conhecida chuva, mastodonticamente presente de baixo e por cima, digo eu!!!

Eu passei despercebido, ainda, sem o equipamento, mas nesta maratona esteve tudo impecável, SIM SENHOR!

Em jejum medi 225 mg/dL, excessos da noite passada, coloquei umas unidades, reduzi algumas e alimentei-me de hidratos lentos, pão com doce light e leite com coffee. Já em Alcains debrucei-me sobre um bolo seco e água.

Com as pressas esqueci o medidor de glicemia, nos vários sacos, tipo noiva em dia de casamento, ficou no que iria levar para o banho.

Com o inicio a decorrer reparo que o conta km estava a dar horas e não km’s!!! O “gajo ateimou” comigo durante toda a maratona e ganhou. Nos últimos, supostos, 20 kms da Soalheira para Alcains com a água e cair de cima e a "voar" de baixo, até a lama teimava em travar e durante esta luta com a natureza tive 2 baixas de “sugar”!

Provavél origem; Durante os abastecimentos bebi água, passei pelas laranjas e bananas e mais um bolo seco, dediquei-me ao queijo da Soalheira e uma barra ou outra entre os "preliminares" mas na parte final acusei cansaço. Senti a falta dos dois aparelhos, um que me indica os valores de açucar no sangue (mg/dL) o outro permite-me controlar o esforço por saber quantos km's me faltam para terminar.

RECOMENDO vivamente aparelhos que nos possam ajudar no controlar da O em situação de esforço.

Nunca gostei muito de água e bike, se bem que na Holanda cheguei a andar até com guarda-chuva numa Gazele holandesa, no entanto já posso dizer que “não morro burro”!

Pedaladas boas,
casf


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Esmiuçando, tipo gato, a nossa O


Boas pedaladas,

Hoje tentarei ser um pouco mais esmiuçado, tipo gato, na nossa questão da O.

Como referi, antes de abordar o pequeno-almoço dos Trilhos da Açafa, assaltei, literalmente, um iogurte grego açucarado e de morango, receita Grega, e digo que o “roubei” porque estava atrasado, foi tudo a correr, peguei nos haveres e saí, quase pela janela, para não chegar atrasado!!!

Chego a tempo, faço a medição, recomendo SEMPRE, e registo o valor; 136 mg/dL.

Está óptimo, para estar sentado ao computador, aqui no fórum, agora, para ir “escalar paredes”, que até aprecio e desce-las é preciso encher o depósito e os bolsos do Jersey, não vá ser preciso, digo isto com conhecimento de causa.

Geralmente os meus treinos rondam os mesmos 35km deste passeio, com muito menos declives é certo, no entanto acomodei-me a isso, ao pensar que com uma fatia de bolo, vá, comi duas, é que eram caseiros, iria ser suficiente para me aguentar até ao abastecimento onde me “atirava” outra vez, conseguindo assim concluir os 35km.

Devo dizer que esta minha “prova” foi algo esquisita no que diz respeito a comidas açucaradas e ainda assim no final a hipo deu um ar da sua graça.

Julgo ter despendido um esforço enorme nas subidas, se bem que me aguento bem, penso, que o devo ao meu peso pluma, 68/70Kg para 1.78m e uma cadência certinha, estilo Indurain, a determinada altura, passados uns 15Km e sem vislumbrar o abastecimento, receoso desse esforço pus a mão ao bolso para começar com as bolachas, agora uma, uma descida e respectiva subida e mais outra, desfiz algumas bolachas na luva, enfim…

Chego ao abastecimento, com a azáfama no local, ainda avisei os bombeiros da iminente chegada do rapaz que tinha caído antes, tendo-se confirmado fractura na clavícula. Dei 3 ou 4 “beijos” em laranjas cortadas em quatro, aviei outro bolo acompanhado de um pouco de sumo, preenchi o bidom com água e tornei a subir.

Os 15km a faltar para a meta foram feitos a um ritmo semelhante, lamacento quanto baste, onde os últimos 5km já acusaram, melhor, eu é que acusei um cansaço rítmico apelidado de “falta de treino”.

Friso a Importância: Os procedimentos que adopto são questão de alguns anos de “amizade” mútua e um conhecimento recíproco da minha diabetes, que como tenho dito, nem sempre saí como eu/nós julgamos que vai acontecer. Quero dizer com isto que o que eu possa fazer pode não ser o correcto para alguém que também tenha os mesmos valores, sintomas, peso, idade, unidades e até tipos de insulina…


Pedaladas boas
casf


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V Trilhos da Açafa


Boas pedaladas,

A blue O começou a época 2010 a subir, por assim dizer!

O despertador não tocou, faltava desmontar a bike e “aconchega-la” na mala e aquele pequeno-almoço tão badalado e afamado dos Trilhos da Açafa, ainda mo comiam!

Uma previa medida de 136 mg/dL ajudou a escolher no vasto leque de iguarias caseiras, acompanhadas de um coffee de cariz americanizado, black, sem açúcar e em copo de 33cl.

Os primeiros quilómetros foram em estilo romagem circundante à celulose, o odor característico começou a entranhar-se até na laringe.

A altimetria prometia, a “parede”, ou melhor, as subidas sucederam-se, a primeira ao longo de 5km, em que a lama nos dificultava a escalada, em especial a quem não treinou com a desculpa da chuva!!! Complementando, um ruído hipnotizante teimou em me acompanhar, só, ao km 10 dei conta ser o meu disco da frente, já estava em transe, de tal forma que até a subir travava só para me “desipnotizar”!!!

A minha amiga hipo, durante o percurso, não apareceu, penso que pelo trincar de umas bolachas durante o rolar e o prévio breakfast, algo hiper-calórico, o que me podia ter originado umas cãibras, característica, em mim, de hiper-glicemia. Só ouve um abastecimento ao km 20, TARDE, no meu entender, com o acumular de subidas e descidas, não fossem as bolachas e a redução no número de unidades…

O single track paralelo ao Tejo permitiu-nos desfrutar de uma dualidade de BELEZA/RISCO, se bem que sinalizado havia risco.

Enquanto esperava pela lavagem da bike ela apareceu, lembrei-me dos borrachões caseiros que passearam os longos 35km de altos e baixos e “atestei com eles um pouco do depósito”.

Ao almoço ouvi uma frase que mostra bem o empenho da prova; “deitei-me às 4 e as 7 já cá estávamos”. PARABENS à organização, 5 estreloides. A quem confeccionou mais PARABENS ainda, muito e farto, desde manhã!

Pedaladas boas,
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Termo e moderação

Agradeço também ao carferreira, à minha amiga morena_racing, que é racing a valer e ao bart simpson.


Gosto sempre de "conhecer" novos amigos, dos que dão picas! E outros também, acho que é salutar comentar experiências...

As voltas e os doces podem associar-se, penso que sim!?

No meu caso, NO MEU CASO, friso, a hipo acata-me e eu dou-lhe o que ambos gostamos, “açúcar” para cima!!! Mato 2 ou 3 coelhos de uma só dentada, ataco a hipo, a gulodice e ando de bike, o que aprecio bastante, mais tempo tivesse…

Deixando a brincadeira de lado foquemo-nos no IMPORTANTE.

Quando digo no meu caso, é porque sei como o meu organismo responde, e às vezes ele acaba por me surpreender, julgando eu que isto são fórmulas matemáticas e que sabendo a tabuada, está feito! ERRADO!

Termo e moderação são “ferramentas” essenciais no BTT com DIABETES, que é o nosso. Podemos fazer uma maratona sem tocar nas galhetas (açúcares - hidratos de carbono - de transformação rápida), não será por acaso que os atletas, de rodas altas e outros, andam sempre com a tupperware de “pasta” e acabam com uma banana ou 2!!! Bolachas & company? Parece que não é comum visualizar isso!

Por isso coloquemos uma tupperware com moderação na mochila e um pouco de termo nas palmilhas e toca a pedalar, que o tempo já apetece!

A ver se a blue O faz a aparição tão almejada por mim!

Pedalads boas,
casf


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O equipamento blue O...

Mais amigos foram aparecendo; TheTraveler e agirão a quem informei do equipamento blue O ter sido inspirado no dele, personalizado ao seu projecto.
Boas pedaladas,

Já lá vai o tempo que não escrevia e nem foi da chuva, que deu mostras de não querer parar e depois veio a neve e agora o frio e ontém o vento do Norte e qualquer dia já está calor, outra vez, isto não tem parança!

Numa das crónicas comentei algo sobre um equipamento que queria fazer para mostrar, ao público e a quem participa, nas provas, nos passeios, nas competições, que eu era diabético (O), e que ali estava a andar de bike… até me dar a hipo!!!

Esse equipamento parece estar para sair e dar conosco uma voltas, tendo encontrando umas empresas dispostas a inovar, pois apostar em alguém que nunca ganhará lugares nos pódios, pode, mesmo assim, ser lucrativo, estou em crer que sim!

blue O
é o nome que vocês vão poder passar a ver nas mais disputadas, e não tanto assim, competições, passeios, provas do calendário “BTTistico” nacional.

O O depois do blue é referente à simbologia internacional da diabetes, um círculo em azul.

O calendário já abriu, algumas inscrições também, outras já esgotaram, outras continuam caras umas baratas e ainda oferecem jerseys, a anarquia está instalada mas nós já o sabemos, o BTT é mesmo assim, altos e baixos, pedras e areia, linhas de água e molha o pé, há para todos os gostos!!!


Pedaladas boas,
casf

A recuperação de uma hipo


Agredeci também ao Parkpre (Bruno), Rush, JMSS (um miúdo de 14 anos) e ao portugaracer.


Boas pedaladas,

Camilo o JMSS já deu o seu contributo e se alguns dos que nos “visitam” fizessem o mesmo, estou em querer que mais e diferentes narrativas iríamos ter.

É com algum receio que vos comento valores, a muita gente isto faz um pouco de impressão, valores tão altos, tão baixos, mas o certo é que cada organismo é único!

Camilo se tiver oportunidade de ler a minha crónica da prova do Norte Alentejano em Avis, refiro uma hipo que me aconteceu e cuja recuperação foi, bastante, lenta (bolachas, as descidas do percurso, açúcar, barras… até deu para por a conversa em dia com quem tirava fotos da prova), antes da prova medi uns 239 mg/mol, com receio de uma câimbra ou outra, meti 2 unidades de insulina rápida, rato, ainda, comi uma sandes e um “plátano”!

O facto de não vos acontecer amiúde, a mim, rara é a prova, em que participo em que não me sinto algo hipoglicémico. Isso sim, tento sempre medir antes (se a prova é longa, durante) e no final, para saber o que ingerir e assim evitar os estados extremos (hipo e hiper).

FRISO, cada organismo é único e a resposta que dou ao meu, perante uma situação, pode não ser a aconselhada, a benéfica, a mais eficaz para outra pessoa.

Uma vez o meu médico de família, pessoa séria, atende-nos em qualquer circunstância, mesmo fora do seu horário de trabalho, disse-me;
Carlos deves colocar sempre as mesmas unidades, no entanto, se vais fazer desporto, já sabes que deves comer mais!
Acrescento eu, em função do esforço que vamos despender!!!

Quanto a formulas, NÃO HÁ matemática que nos valha!

A RECUPERAÇÃO de uma hipo pode variar. Há que aguardar pacientemente… Só depois voltar a pedalar, o organismo nos dirá se estamos prontos para o “sprint” final até a meta!!!

O episódio do 112 é estranho logo na sua essência, mas caramba, infelizmente os telejornais dão, vários, relatados da confusão que por vezes surge entre as instituições que todos “financiamos” para nos socorrerem quando mais se precisa… Infelizmente acontece!!!

i Ter alguns amigos informados da nossa situação e possíveis ocorrências. Açucar debaixo da língua pfv!!!
! Alterações do estado de animo, por vezes, são sinónimos de hipo "camufladas".


A minha entrada nas provas de BTT


Boas pedaladas,

Já referi que sou um apaixonado deste desporto, mas, na vertente competitiva, SOMENTE comigo mesmo!

Sou eu e eu!!! Mas eu, procuro vencer-me sempre!

A situação em que me encontrava era de algum conforto, a todos os níveis, vai daí, tanta paixão pelas bikes, decidi, finalmente, adquirir uma bike “mais à altura” pondo cobro ao tempo em que me tentava convencer a gastar mais com o desporto que tanto gostava.

Uma GT Avalanche upgrade, em 2ª mão, a um amigo de infância que a tinha na garagem, estou convencido, a ganhar pó. Pus-lhe os meus pedais automáticos, o meu selim, inverti o avanço e…

Estava pronto para as 24 Horas 2005 de Proença-a-Nova numa equipa de 8, constituída por amigos, conhecidos e outros que acabamos amigos, hoje companheiros destes eventos. Um deles o Pedro Martinho, que em alturas andou em posições cimeiras no BTT nacional, acabou por ser o que mais me questionava com as “picas” de insulina que punha, havendo alturas em que ironizava com a situação… Estou em crer que enganamos alguns com o “meu doping”!

Junho em Proença a Nova,
Calor,
Zona interior do país, no meio do pinhal, que cheiro fabuloso…
Olha a desidratação, bebe!!! Mais um gole!!!

Tinha passado a manhã agarrado à água e não sei bem porquê, persuadido por alguns da desidratação, ao isostar!

Resultado, quando iniciei a minha volta, perto das 16h, o sol apertava, a boca empastelava, a sede era a dos desertos e as cãibras, nas duas pernas. A vontade de urinar, quase, incontrolável, enfim, pensei que não acabava aquela volta!

Um casal, ambos a correr a solo, “agarraram-me”, conversando comigo, inteirando-se do que me sucedia, pus-me na roda da rapariga, enquanto que o rapaz seguiu até à meta informando a minha equipa do que se passava.

CHEGUEI!!!
Quando cheguei imediatamente fiz a medição da glicemia.
4...
Hiperglicemia – já sabia!
“Morte” ao isostar.
A poção em pó, em mim, teve um efeito pouco mágico.

Coloquei umas unidades de insulina rápida, um banho, a cada volta, pois o calor e o pó são pouco amigos nos descansos de quase 6 horas, uma “pasta party” no meio e por volta da uma da manhã lá estava eu outra vez no terreno.

Desta vez com os valores perfeitamente controlados (fiz a medição da glicemia antes e depois da volta), em menos de uma hora estava de novo na meta para arrancar outro, de salientar que o Pedro fazia 2 voltas, cada vez que nós fazíamos uma!

A minha primeira prova de BTT acabou de manhã num “esgrouviamento” ao nível do sono, quanto aos valores glicémicos, recomendo fazer o maior numero de vezes, a fim de saber o que colocamos à boca, a fim de evitar as hipos e hiper-glicemias.

! Na quantidade de insulina (rápida, mista ou lenta), há que saber dosear as unidades em função do esforço que se vai despender e do que se vai comer. Não existindo nenhuma regra matemática, recomendo o uso do medidor de glicemia, ajuda bastante.