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V Trilhos da Açafa


Boas pedaladas,

A blue O começou a época 2010 a subir, por assim dizer!

O despertador não tocou, faltava desmontar a bike e “aconchega-la” na mala e aquele pequeno-almoço tão badalado e afamado dos Trilhos da Açafa, ainda mo comiam!

Uma previa medida de 136 mg/dL ajudou a escolher no vasto leque de iguarias caseiras, acompanhadas de um coffee de cariz americanizado, black, sem açúcar e em copo de 33cl.

Os primeiros quilómetros foram em estilo romagem circundante à celulose, o odor característico começou a entranhar-se até na laringe.

A altimetria prometia, a “parede”, ou melhor, as subidas sucederam-se, a primeira ao longo de 5km, em que a lama nos dificultava a escalada, em especial a quem não treinou com a desculpa da chuva!!! Complementando, um ruído hipnotizante teimou em me acompanhar, só, ao km 10 dei conta ser o meu disco da frente, já estava em transe, de tal forma que até a subir travava só para me “desipnotizar”!!!

A minha amiga hipo, durante o percurso, não apareceu, penso que pelo trincar de umas bolachas durante o rolar e o prévio breakfast, algo hiper-calórico, o que me podia ter originado umas cãibras, característica, em mim, de hiper-glicemia. Só ouve um abastecimento ao km 20, TARDE, no meu entender, com o acumular de subidas e descidas, não fossem as bolachas e a redução no número de unidades…

O single track paralelo ao Tejo permitiu-nos desfrutar de uma dualidade de BELEZA/RISCO, se bem que sinalizado havia risco.

Enquanto esperava pela lavagem da bike ela apareceu, lembrei-me dos borrachões caseiros que passearam os longos 35km de altos e baixos e “atestei com eles um pouco do depósito”.

Ao almoço ouvi uma frase que mostra bem o empenho da prova; “deitei-me às 4 e as 7 já cá estávamos”. PARABENS à organização, 5 estreloides. A quem confeccionou mais PARABENS ainda, muito e farto, desde manhã!

Pedaladas boas,
casf


blue O powered by
canyon.com

Termo e moderação

Agradeço também ao carferreira, à minha amiga morena_racing, que é racing a valer e ao bart simpson.


Gosto sempre de "conhecer" novos amigos, dos que dão picas! E outros também, acho que é salutar comentar experiências...

As voltas e os doces podem associar-se, penso que sim!?

No meu caso, NO MEU CASO, friso, a hipo acata-me e eu dou-lhe o que ambos gostamos, “açúcar” para cima!!! Mato 2 ou 3 coelhos de uma só dentada, ataco a hipo, a gulodice e ando de bike, o que aprecio bastante, mais tempo tivesse…

Deixando a brincadeira de lado foquemo-nos no IMPORTANTE.

Quando digo no meu caso, é porque sei como o meu organismo responde, e às vezes ele acaba por me surpreender, julgando eu que isto são fórmulas matemáticas e que sabendo a tabuada, está feito! ERRADO!

Termo e moderação são “ferramentas” essenciais no BTT com DIABETES, que é o nosso. Podemos fazer uma maratona sem tocar nas galhetas (açúcares - hidratos de carbono - de transformação rápida), não será por acaso que os atletas, de rodas altas e outros, andam sempre com a tupperware de “pasta” e acabam com uma banana ou 2!!! Bolachas & company? Parece que não é comum visualizar isso!

Por isso coloquemos uma tupperware com moderação na mochila e um pouco de termo nas palmilhas e toca a pedalar, que o tempo já apetece!

A ver se a blue O faz a aparição tão almejada por mim!

Pedalads boas,
casf


blue O powered by

O equipamento blue O...

Mais amigos foram aparecendo; TheTraveler e agirão a quem informei do equipamento blue O ter sido inspirado no dele, personalizado ao seu projecto.
Boas pedaladas,

Já lá vai o tempo que não escrevia e nem foi da chuva, que deu mostras de não querer parar e depois veio a neve e agora o frio e ontém o vento do Norte e qualquer dia já está calor, outra vez, isto não tem parança!

Numa das crónicas comentei algo sobre um equipamento que queria fazer para mostrar, ao público e a quem participa, nas provas, nos passeios, nas competições, que eu era diabético (O), e que ali estava a andar de bike… até me dar a hipo!!!

Esse equipamento parece estar para sair e dar conosco uma voltas, tendo encontrando umas empresas dispostas a inovar, pois apostar em alguém que nunca ganhará lugares nos pódios, pode, mesmo assim, ser lucrativo, estou em crer que sim!

blue O
é o nome que vocês vão poder passar a ver nas mais disputadas, e não tanto assim, competições, passeios, provas do calendário “BTTistico” nacional.

O O depois do blue é referente à simbologia internacional da diabetes, um círculo em azul.

O calendário já abriu, algumas inscrições também, outras já esgotaram, outras continuam caras umas baratas e ainda oferecem jerseys, a anarquia está instalada mas nós já o sabemos, o BTT é mesmo assim, altos e baixos, pedras e areia, linhas de água e molha o pé, há para todos os gostos!!!


Pedaladas boas,
casf

A recuperação de uma hipo


Agredeci também ao Parkpre (Bruno), Rush, JMSS (um miúdo de 14 anos) e ao portugaracer.


Boas pedaladas,

Camilo o JMSS já deu o seu contributo e se alguns dos que nos “visitam” fizessem o mesmo, estou em querer que mais e diferentes narrativas iríamos ter.

É com algum receio que vos comento valores, a muita gente isto faz um pouco de impressão, valores tão altos, tão baixos, mas o certo é que cada organismo é único!

Camilo se tiver oportunidade de ler a minha crónica da prova do Norte Alentejano em Avis, refiro uma hipo que me aconteceu e cuja recuperação foi, bastante, lenta (bolachas, as descidas do percurso, açúcar, barras… até deu para por a conversa em dia com quem tirava fotos da prova), antes da prova medi uns 239 mg/mol, com receio de uma câimbra ou outra, meti 2 unidades de insulina rápida, rato, ainda, comi uma sandes e um “plátano”!

O facto de não vos acontecer amiúde, a mim, rara é a prova, em que participo em que não me sinto algo hipoglicémico. Isso sim, tento sempre medir antes (se a prova é longa, durante) e no final, para saber o que ingerir e assim evitar os estados extremos (hipo e hiper).

FRISO, cada organismo é único e a resposta que dou ao meu, perante uma situação, pode não ser a aconselhada, a benéfica, a mais eficaz para outra pessoa.

Uma vez o meu médico de família, pessoa séria, atende-nos em qualquer circunstância, mesmo fora do seu horário de trabalho, disse-me;
Carlos deves colocar sempre as mesmas unidades, no entanto, se vais fazer desporto, já sabes que deves comer mais!
Acrescento eu, em função do esforço que vamos despender!!!

Quanto a formulas, NÃO HÁ matemática que nos valha!

A RECUPERAÇÃO de uma hipo pode variar. Há que aguardar pacientemente… Só depois voltar a pedalar, o organismo nos dirá se estamos prontos para o “sprint” final até a meta!!!

O episódio do 112 é estranho logo na sua essência, mas caramba, infelizmente os telejornais dão, vários, relatados da confusão que por vezes surge entre as instituições que todos “financiamos” para nos socorrerem quando mais se precisa… Infelizmente acontece!!!

i Ter alguns amigos informados da nossa situação e possíveis ocorrências. Açucar debaixo da língua pfv!!!
! Alterações do estado de animo, por vezes, são sinónimos de hipo "camufladas".


A minha entrada nas provas de BTT


Boas pedaladas,

Já referi que sou um apaixonado deste desporto, mas, na vertente competitiva, SOMENTE comigo mesmo!

Sou eu e eu!!! Mas eu, procuro vencer-me sempre!

A situação em que me encontrava era de algum conforto, a todos os níveis, vai daí, tanta paixão pelas bikes, decidi, finalmente, adquirir uma bike “mais à altura” pondo cobro ao tempo em que me tentava convencer a gastar mais com o desporto que tanto gostava.

Uma GT Avalanche upgrade, em 2ª mão, a um amigo de infância que a tinha na garagem, estou convencido, a ganhar pó. Pus-lhe os meus pedais automáticos, o meu selim, inverti o avanço e…

Estava pronto para as 24 Horas 2005 de Proença-a-Nova numa equipa de 8, constituída por amigos, conhecidos e outros que acabamos amigos, hoje companheiros destes eventos. Um deles o Pedro Martinho, que em alturas andou em posições cimeiras no BTT nacional, acabou por ser o que mais me questionava com as “picas” de insulina que punha, havendo alturas em que ironizava com a situação… Estou em crer que enganamos alguns com o “meu doping”!

Junho em Proença a Nova,
Calor,
Zona interior do país, no meio do pinhal, que cheiro fabuloso…
Olha a desidratação, bebe!!! Mais um gole!!!

Tinha passado a manhã agarrado à água e não sei bem porquê, persuadido por alguns da desidratação, ao isostar!

Resultado, quando iniciei a minha volta, perto das 16h, o sol apertava, a boca empastelava, a sede era a dos desertos e as cãibras, nas duas pernas. A vontade de urinar, quase, incontrolável, enfim, pensei que não acabava aquela volta!

Um casal, ambos a correr a solo, “agarraram-me”, conversando comigo, inteirando-se do que me sucedia, pus-me na roda da rapariga, enquanto que o rapaz seguiu até à meta informando a minha equipa do que se passava.

CHEGUEI!!!
Quando cheguei imediatamente fiz a medição da glicemia.
4...
Hiperglicemia – já sabia!
“Morte” ao isostar.
A poção em pó, em mim, teve um efeito pouco mágico.

Coloquei umas unidades de insulina rápida, um banho, a cada volta, pois o calor e o pó são pouco amigos nos descansos de quase 6 horas, uma “pasta party” no meio e por volta da uma da manhã lá estava eu outra vez no terreno.

Desta vez com os valores perfeitamente controlados (fiz a medição da glicemia antes e depois da volta), em menos de uma hora estava de novo na meta para arrancar outro, de salientar que o Pedro fazia 2 voltas, cada vez que nós fazíamos uma!

A minha primeira prova de BTT acabou de manhã num “esgrouviamento” ao nível do sono, quanto aos valores glicémicos, recomendo fazer o maior numero de vezes, a fim de saber o que colocamos à boca, a fim de evitar as hipos e hiper-glicemias.

! Na quantidade de insulina (rápida, mista ou lenta), há que saber dosear as unidades em função do esforço que se vai despender e do que se vai comer. Não existindo nenhuma regra matemática, recomendo o uso do medidor de glicemia, ajuda bastante.

Vaticínio do que aí vinha?

Boas pedaladas,

Hoje atraso-me no tempo, mas já devem ter notado que também me adianto...

Comento-vos uma situação que me aconteceu, não tinha eu diabetes, ainda!

Corria o ano de 1994, quando "chegado da guerra" vulgo, serviço militar, parti para a aquisição de uma bonita "hard trail" orbita, na cor bourdeax (vinho tinto novo), para os franceses o Beaujolais.

Era, foi, ainda anda na garagem á espera do "up grade", uma bike que aguentava bastante e eu igual, nos braços!

O CV da minha orbita, foi todo ele, praticamente mas não só, construido nos caminhos em que participava nos raids dos escoteiros (AEP 67), e nos dias e semanas seguintes eram explorados atá ao tutano, melhor, até os musculos me doerem, qual fadista, até que a vós lhe doa!

O horário era o de Inverno já, em que às 18h já temos tendência em dizer "boa noite", eu percorria uns caminhos entre uns marcos geodésicos (as cartas militares com estes emblemáticos pontos geográficos eram do mais abusado nos raids escotistas), a noite estava a chegar e eu, sem encontrar o referido marco, circundava o monte até que me apercebi que não tinha nada mais comigo além da orbita, nem calções de lycra!!!

Foi então que, aparvalhadamente, pus pés ao chão para "tirar" o azimute a direito, sei lá eu para onde, e fiz o impossível, desci um monte para subir a outro, com a bike ao ombro, julgava eu que me encaminhava directo a casa mas a coisa não foi bem assim! Ainda por ali andei às voltas!!! Os javalis devem te pensado: este perdeu a cabeça.

O certo é que cheguei a casa com uma hipo das minhas conhecidas, hoje, desconhecidas na altura. Vaticínio do que aí vinha?

Pedaladas boas,
casf

PS - Um abraço ao psi20, joãofarinha e filho, santow e luisfontão.

Como eu, diabético, ganhei uma prova de BTT



Logo no início foram surgindo os "amigos", uns com O e outros, penso, por interesse em aprender mais. Desde logo lhes agradeci.

Boas pedaladas,

Posso adiantar que a minha última participação foi no campeonato norte alentejano, Avis.

Aquilo foi forte, em todos os sentidos!

De alentejanos "típicos" têm pouco. Velocidade foi o que não faltou! A contrastar com a calmaria que é a vida de Nisa aos fins de semana.

Subidas e descidas nem vos conto, as planícies com aquele, conhecido por do sol, ficaram, eternamente, nos postais. Ali era a doer, eu que o diga!

Parece-me que digo isto a cada volta que compareço, assim mais para o profissional, mas a primeira, das duas voltas da promoção, veteranos A, foi como nunca tinha andado.

Que loucura de percurso (para mim e após a confirmada HIPO, muito com a bike "ao colo"), descidas técnicas, algo perigosas, os mirones nesses pontos eram algo de prenuncio do que estávamos para passar.

As sensações da hipo que se aproximava ficaram evidentes ao subir à primeira passagem de meta, volta dada encostei para devorar duas ou três galletas!

A descida vertiginosa, no descabimento das pessoas a passar de um lado para o outro do percurso, não foi o suficiente para recuperar da hipo e daí que a segunda volta tenha sido um constante parar e recuperar e mais um pouco de açúcar e mais outra barrita... Enfim os elites estavam a partir andava eu, também, já todo partido aguentando-me para completar o traçado, tendo concluído, já fora dos tempos que a organização devia dar aos participantes para terminar o percurso, daí não percebo porque apareço nas classificações em como tenha desistido!!!

Disso apercebi-me na subida para a meta, que na expectativa de verem o elite, mais veloz, a chegar em primeiro à primeira volta, me disseram para sair dalí para fora!!!

As salvas de palmas incentivadoras aos últimos não estavam lá e tanta gente da organização que se encontrava na meta, nem um se preocupou em saber se estava tudo bem com o PRIMEIRO dos últimos!

Não levo um equipamento em que conste que sou diabético (O), isso é cá um projecto meu, logo adiantarei mais sobre o assunto, mas um pouco de civismo precisa-se nestas competições, assim queiramos ter mais adeptos à modalidade.

No final ganhei, ACABEI.


Pedaladas boas,
casf